S p é c i a l S o l i d a r i t é s N o r d - S u d

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1 S p é c i a l S o l i d a r i t é s N o r d - S u d

2 A S S O C I C S E R V I C E S A S S O C I C S E R V I C E S, A S S O C I A T I O N L O I 1901 C R É É E E N , E S T U N E F I L I A L E O R I G I N A L E D U C I C P A R I S R E C O N N U E A U S E R V I C E D E S A S S O C I A T I O N S, D O N T L A V O C A T I O N E S T D E L E S A C C O M P A G N E R D E S L E U R C R É A T I O N E T T O U T A U L O N G D E L E U R D É V E L O P P E M E N T Q U E L S Q U E S O I E N T L E U R T A I L L E E T L E U R D O M A I N E D ' A C T I V I T É. P R O F I T E Z D E L A G A M M E L A P L U S C O M P L E T E D E S S E R V I C E S L I É S A L A C A R T E C L U B D A S S O C I C S E R V I C E S POUR 350 F PAR AN SEULEMENT L A S S U R A N C E P R O T E C T I O N J U R I D I Q U E - D É F E N S E P É N A L E D U P R É S I D E N T, D E S M E M B R E S D U B U R E A U E T D E L ' A S S O C I A T I O N E L L E - M E M E : m is e à d i s p o s i t i o n d u n a v o c a t p o u r a s s u r e r la d é f e n s e d e v a n t u n e j u r i d i c t i o n p é n a l e U N S E R V I C E D E C O N S E I L E T D A S S I S T A N C E T É L É P H O N I Q U E : c o n s u l t a t i o n s u r s i m p l e a p p e l p o u r r é p o n d r e à t o u t e s v o s q u e s t i o n s d o r d r e g é n é r a l c o n c e r n a n t la L o i d e 1901 ( d r o i t, fis c a lité, g e s t i o n f i n a n c i è r e, c o n s e il e n a s s u r a n c e, c o m p t a b i l i t é, m a r k e t i n g... ) A B O N N E M E N T A U X B U L L E T I N S D ' I N F O R M A T I O N S E T B R O C H U R E S : m a n u e l s d e t r a v a il, a r t ic le s d a c t u a l i t é, f ic h e s t e c h n i q u e s.... I N V I T A T I O N A D E S C O N F É R E N C E S E T F O R U M S P E C I A L I S E S U N T A R I F P R É F É R E N T I E L P O U R D E S S É M I N A I R E S D E F O R M A T I O N E T D E S C O N S U L T A T I O N S P A R T I C U L I E R E S DOCUMENTATION COMPLETE ET RENSEIGNEMENTS SUR DEMANDE À ASSOCIC-SERVICES 6 0, RUE DE LA VICTOIRE PARIS Tél. (1 ) : Fax (1 ) :

3 2 Éditorial 3 Entretien L e P è r e T r i t z 6 Dames de Cœur L e G r a n d P rix M a d a m e F i g a r o 8 Tribune I n n o v a t i o n e t N o n F o r m e l 1 0 Dossier Enfants des Rues Q u e l a v e n i r p o u r c e s l a i s s é s - p o u r - c o m p t e? T e n t a t i v e s d e r é p o n s e 5 1 Insertion C o m m e n t f a i r e? 5 5 Visages de l Aventure Solidaire R e t o u r s d e m i s s i o n s A V EN T U R E N 7 1 / 7 2 Photos de couverture : Jean-M ichel Rodrigo (CFSI) Directeur de la Publication : Patrick Edel Rédacteur en chef :Serge W olkonsky Réalisation : Philippe Cézard Administration, rédaction, abonnements, publicité : G uilde Européenne du Raid 11 rue de Vaugirard Paris Tél. : Fax : Abonnements : 6 numéros F Seuls les articles signés ès-qualité par les m embres de la Guilde engagent l'association. Tous droits de reproduction réservés. N Commission Paritaire : N ISSN : Imprimerie Herissey - rue Lavoisier - BP Evreux Cedex - Tél. : Fax : Lauréats B i l a n d e p r o j e t s d o t é s e n Solidarités Etudiantes U n p r o g r a m m e à d e s t i n a t i o n d e s j e u n e s 8 5 Regards F i s c a l i t é, V o l o n t a r i a t Bourse aux projets Q u e p r é p a r e - t - o n? Memento AVENTURE N 71/72

4 éditorial a c r é d i b i l i t é s e d é f i n i t m o i n s p a r c e q u e l o n d i t q u e p a r c e q u e l o n f a i t e t f i n a l e m e n t p a r c e q u e l o n e s t, c a u s e e t c o n s é q u e n c e d e c e q u i p r é c è d e. C e l a e s t p a r t i c u l i è r e m e n t v r a i d e s O r g a n i s a t i o n s d e S o l i d a r i t é I n t e r n a t i o n a l e. L e u r d é s i n t é r e s s e m e n t i n t é r e s s e u n m o n d e i n t é r e s s é. S u r l e t t e r r a i n, c o m m e e n t é m o i g n e c e n u m é r o s p é c i a l q u i p o u r l a t r e i z i è m e a n n é e l e u r e s t c o n s a c r é, l e u r v o l o n t a r i s m e n a d m e t p a s l a r é s i g n a t i o n : il r é p o n d à d e s b e s o i n s, a c c o m p a g n e e t a t t é n u e l e s s i t u a t i o n s l e s p l u s d i f f i c i l e s, o u v r e l a v o i e à d e s s o l u t i o n s. L a n n é e d e r n i è r e l a v i s i t e d u P r e m i e r M i n i s t r e, M o n s i e u r E d o u a r d B a l l a d u r, a u F o r u m d e s S o l i d a r i t é s d A g e n p e r m i t d e n g a g e r l e s m e s u r e s a t t e n d u e s e n f a v e u r d e s v o l o n t a i r e s. L a u t r e c o n d i t i o n d u d é v e l o p p e m e n t d e l e u r a c t i o n e s t d o r d r e f i s c a l. C o m m e l a F o n d a t i o n F o l l e r e a u l e r é p è t e d e p u i s d i x a n s e t c o m m e l a C o o r d i n a t i o n d A g e n l a é c r i t a u x p a r l e m e n t a i r e s, n o u s s o u h a i t o n s q u e l e s r é f o r m e s a n n o n c é e s d a n s c e d o m a i n e s o i e n t l o c c a s i o n d e r a p p r o c h e r l e s d o n a t e u r s f r a n ç a i s d e s a u t r e s p a y s e u r o p é e n s. C e r t a i n s v o u d r a i e n t à c e t t e o c c a s i o n r e v e n i r s u r l a l o i d e d é f i n i s s a n t le s t a t u t d e s a s s o c i a t i o n s. C e s e r a i t à n o s y e u x u n e e r r e u r, l e s a b u s q u e r e n d p o s s i b l e l a s o u p l e s s e d e c e t t e lo i p o u v a n t ê t r e r é p r i m é s s a n s q u e c e l l e - c i s o i t r e m i s e e n c a u s e. P a r c o n t r e, t r a i t e r g l o b a l e m e n t d u m o n d e a s s o c i a t i f m e p a r a î t c o n t e s t a b l e c o m m e s i n o m b r e d e s e m p l o i s s a l a r i é s a n n o n c é s p a r c e l u i - c i n é t a i t a u s s i le f a i t d e s t r u c t u r e s p a r a - a d m i n i s t r a t i v e s q u i n o n t d a s s o c i a t i o n q u e l e s t a t u t. D e s m e s u r e s f i s c a l e s d o i v e n t f a v o r i s e r c e l l e s d o n t l o b j e t e s t p r i o r i t a i r e : l e s o r g a n i s a t i o n s d e s o l i d a r i t é n a t i o n a l e e t i n t e r n a t i o n a l e d o n t l e p é r i m è t r e d e v r a i t ê t r e d é l i m i t é p a r u n a g r é m e n t s p é c i f i q u e. E n f i n, q u a n t a u x p r o p o s i t i o n s d e s a s s o c i a t i o n s, n o t o n s l a r é u s s i t e d e l a c a m p a g n e e n c o u r s d a b o u t i s s e m e n t p o u r l i n t e r d i c t i o n d e s m i n e s a n t i p e r s o n n e l. P a r a i l l e u r s, e n c e q u i c o n c e r n e l a r é o r g a n i s a t i o n d e l a c o o p é r a t i o n f r a n ç a i s e, s e r p e n t d e m e r a y a n t d é j à f a i t l o b j e t d e d i v e r s r a p p o r t s, l e s O. S. I. e x p r i m e n t l e s o u h a i t q u e l e s r é f o r m e s n e p o r t e n t p a s t a n t s u r l a r t i c u l a t i o n d e s s t r u c t u r e s q u e s u r l e s s e n t i e l : l a f i n a l i t é d e l a i d e p o u r q u e c e l l e - c i s e r v e d a v a n t a g e a u x b e s o i n s é l é m e n t a i r e s d e s p o p u l a t i o n s : e a u p o t a b l e, v a c c i n a t i o n, a l p h a b é t i s a t i o n, s o i n s p r i m a i r e s ; a u G a b o n, o ù l a F r a n c e a q u e l q u e i n f l u e n c e, u n m é d e c i n b é n é v o l e d e p u i s c i n q a n s n o u s a f f i r m e q u e 8 5 % d e s g a b o n a i s n o n t p a s a c c è s a u x s o i n s d e s a n t é e t l o n c o n n a î t l a s i t u a t i o n d e s d i s p e n s a i r e s d a n s l a p l u p a r t d e s p a y s a f r i c a i n s. L e s e n f a n t s d e l a r u e - a u x q u e l s u n d o s s i e r e s t c o n s a c r é d a n s c e n u m é r o - s o n t a u s s i u n e d e s g r a v e s c o n s é q u e n c e s d u p a s s a g e d e l a p a u v r e t é r u r a l e à l a m i s è r e u r b a i n e q u e n t r a î n e l a p r e s s i o n d e s p o p u l a t i o n s v e r s l a c c è s à l a m o d e r n i t é. U n l o u r d d é f i à r e l e v e r o ù l e s a s s o c i a t i o n s s o n t e n p r e m i è r e l i g n e. P a tric k E del D é l é g u é G é n é r a l 2 AVENTURE N 71/72

5 entretien ENTRETIEN AVEC LE PÈRE TRITZ «Eduquer un enfant, c'est sauver un homme» Victor Hugo Manille. Dix m illions d 'h ab i tants. 550 bidonvilles soit trois m illions d'hom m es de fem m es et d'enfants. Com m e nous l a dit le Père Tritz quand nous l'av o n s rencontré à Paris, en Juillet : «Les Philippines ne sont pas un pays pauvre. Ce sont les richesses qui sont mal réparties.». Agé de 81 ans, ce jésuite originaire de Lorraine n 'a d autre but que d offrir à des enfants que la naissance avait privés d avenir, les m oyens de construire leur existence. A l origine de son action, il y a la création d'er D A en 1974 avec six enfants. En 21 ans, plus de ont été soutenus Arm és d'une éducation solide et d 'u n métier adapté aux exigences du développem ent de leur nation, les «enfants» du père Tritz seront dem ain des citoyens volontaires. E xem plaire pour son équilibre entre urgence et prévention, cette action, soutenue par la conviction et l am our depuis tant d'années., méritait l'ho m m a ge d'»aventure au vingtièm e siècle» - A quel âge recueillez-vous les enfants? - Nous prenons les enfants entre 7 et 14 ans. Au delà, ce n'est déjà pas facile. On ne peut pas m élanger des enfants avec d'autres, plus âgés. Ces derniers, quand ils ont passé cinq, six ans dans la rue, sont difficilem ent récupérables, parce qu'ils n'ont plus aucune discipline, ils ont déjà eu de mauvaises expériences de tous genres. La solution consiste à intervenir le plus tôt possible - Comment en êtes-vous arrivé à vous occuper des enfants des rues à Manille? -Je m 'étais rendu com pte, suite à une étude très sérieuse du gouvernem ent, datant de 1965, que sur cent enfants qui rentrent à l'école, quarante seulem ent finissent le prim aire et soixante quittent leur scolarité en cours de route. La raison pour laquelle la m ajeure partie des enfants ne parviennent pas au term e du primaire est surtout économ ique. L école existe, l instruction y est bonne, les parents n y sont pas hostiles, mais ils ne peuvent plus acheter les cahiers, les crayons et autres fournitures. D ans ces conditions, l enfant n a d autre choix que de travailler, puisque la scolarité est trop chère. D epuis cette époque, les choses ont peu changé : près de enfants quittent l école primaire chaque année en raison de 1 extrêm e pauvreté des familles. (70 % d entre elles vivent en dessous du seuil de pauvreté) Outre la nourriture, les ressources des fam illes ne sont pas suffisantes pour perm ettre à l enfant de poursuivre sa scolarité. J ai donc com m encé il y a vingt et un ans, en 1974, et mon prem ier projet s appelait «retour à l école». J'ai pensé que nous pouvions intervenir com m e un troisièm e partenaire de l en fant : La fam ille assure le logem ent et la nourriture, l'état - l'instruction gratuite et nous - les fournitures scolaires et l habillem ent. Ce program m e existe toujours et plus de vingt-m ille enfants en bénéficient actuellem ent. Nous travaillons en étroite collaboration avec les écoles de l état qui sont en mesure de nous donner la liste des enfants en rupture de scolarité. A l'appui de cette dém arche, nous entreprenons des recherches dans les bidonvilles, en vue de réintégrer les enfants à l école, avec l accord des fam illes. Depuis quelques années, nous avons élargi ce program m e à ceux qui, étant encore scolarisés, sont en danger de rupture pour les mêmes raisons. Là encore, la collaboration des écoles s'im pose puisque seuls l instituteur ou le conseil scolaire peuvent nous signaler les cas difficiles. - Comment intervenez-vous, vous donnez de l argent aux familles? - Non, nous ne donnons pas d argent aux fam illes, car il serait presque im possible de contrôler qu'il soit bien utilisé. En revanche, en début de chaque année scolaire, nous équipons com plètem ent les enfants (sacoche, cahiers, crayons, règle, gom m es...), y com pris les m édicam ents si nécessaire, et nous payons directem ent à l'école les frais de scolarité, la carte d'identité, l inscription en bibliothèque. Ces frais représentent 70 à 100 pesos par an et par enfant. (12 à 20 francs) Nous avons chiffré à 275 francs par an le coût total de la scolarisation d un enfant. Ce program m e existe depuis 21 ans et c est toujours le plus im portant que nous ayons à gérer. - En fait, il s agit d une action de prévention - Bien sûr. Si nous n'aidions pas ces enfants chaque année,, beaucoup d entre eux seraient aujourd hui à la rue. C ertains sont partiellem ent scolarisés : ils partagent leur temps entre le travail dans la rue et l'école. Aux Philipines, il y a deux sessions, une le cc d AVENTURE N 71/72 3

6 entretien matin de 7 heures à midi, l autre de midi à 17 heures. L 'enfant quand il travaille dans la rue le matin peut aller en classe l après-m idi. Nous ne pouvons pas em pêcher cela, parce que c est parfois la condition posée par la famille pour que l enfant reste scolarisé. -Comment réagissent les enfants? -Ils sont généralem ent très motivés. Ce n 'est pas com m e en Europe. Ils ne m anqueraient pour rien au m onde leurs cours. -Y a t il d autres raisons à la descolarisation des enfants que l extrême pauvreté de leur famille? -En effet, il n y a pas que cela. Encore aujourd'hui, 15% des enfants quittent l école pendant leur prem ière année. L'autre raison de leur rupture scolaire est q u'ils n ont aucune expérience de l école m a ternelle, celle-ci n étant pas gratuite aux Philippines. Les écoles m aternelles sont des écoles privées, donc inaccessibles aux plus pauvres. Le résultat, c est que 30% seulement des enfants en bénéficient Vous savez, cette situation n'est pas propre aux Philippines. Il y a très peu de pays au monde où les écoles m aternelles soient gratuites. La Convention des droits de l'e n fant ne m entionne pas la m a ternelle, c est à mon sens une grave erreur. Il faut absolument corriger cela. Il faut dire les choses telles qu'elles sont : c est une très grande injustice, car les enfants pauvres n'ont pas le même départ que les enfants riches. Ils entrent avec un grand retard à l'école primaire, où ils sont supposés savoir déjà lire et écrire. Face à leur retard, ils sont am enés à se décourager. J ai protesté à plusieurs reprises pour que la m aternelle soit m entionnée dans la Convention. Certains pays, com m e la Chine, ont dit qu il n'y avait pas d'argent pour celà. Il a pourtant été prouvé que c était une erreur de ne pas en avoir, puisqu un enfant qui a bénéficié de la m aternelle ne quitte pas le primaire. -Etes-vous soutenu par les autorités philippines? Etant citoyen philippin, j ai dem andé au vice-m inistre de l'éducation l'autorisation de créer des écoles m aternelles dans les bidonvilles, à l intention des fam illes les plus pauvres. Bien sûr, pas question de suivre les règlem ents, puisque les règlem ents ne sont pas faits pour les pauvres. Je n'ai pas dem andé des centaines de mètres carrés. Je n ai pas besoin de superbes locaux. Ce qui est im portant pour moi, ce n est pas le nom bre de m ètres carrés, d'avoir de beaux bâtim ents, des salles de gym nastique...l'enfant qui vit dans les rues n 'a pas besoin de tout cela. Ce n'est pas l'essentiel. Une bonne institutrice, un local convenable, voilà tout ce dont j'av a is besoin. Le m i nistre était une femme qui venait de province où elle avait rencontré une famille où il n'y avait qu'un short pour trois garçons. C est ainsi qu'elle avait com pris la pauvreté. Elle m 'a accordé sur le cham p tout ce que je voulais à condition que j appelle cela «non-formel» et depuis, nous avons fonctionné com m e cela. C est form idable, non? -C est leur intérêt de vous soutenir? II y a un argum ent économique non négligeable pour que 1' Etat nous soutienne. Nous sauvegardons son investissement. En France, l Etat dépense francs pour un enfant français de la m aternelle au Baccalauréat. C 'est extraordinaire! Revenons aux P hilippines.où nous n 'a tte i gnons pas des som m es pareilles : Sur une classe de quarante enfants, si 10 abandonnent leur scolarité en cours de route, cet argent est perdu. Nous sauvegardons l'inv estissem ent de 1' Etat philippin qui pèse tout de même un milliard de pesos par an! -Pour ceux qui défendent des projets d éducation informelle, c est un argument de poids pour demander à l Etat de les soutenir. - En effet, l institutrice, q u elle ait quarante ou trente élèves, son salaire reste le même. L' argent investi par l Etat pour dix enfants qui vont abandonner l'école est perdu pour tout le monde ; pour eux-m êm e, pour l école et pour le pays. D où l'im portance de la maternelle, puisq u elle perm et à l'enfant de se m aintenir dans le primaire. Si l'enfant a une chance de plus de parvenir au term e de sa scolarité, il y a aussi une chance de plus pour qu'il devienne un citoyen productif. - Comment vos écoles maternelles «non formelles» fonctionnent-elles? -Nous avons fait appel aux institutrices qui travaillent le matin ou l'après-m idi dans les écoles de l'e tat ou, occasionnellem ent à des psychologues pour suivre les enfants dans leur orientation. Nos écoles sont en quelque sorte «com m unautaires» Les parents nous aident à les m aintenir en bon état, à y faire des travaux. Nous dem andons à ceux qui peuvent une participation de 12 francs par an. Certaines écoles de l'e tat ont créé des m aternelles mais la participation dem andée est dix à quinze fois plus élevée que chez nous. Nous dépensons actuellem ent 5000 francs par an pour une classe de 30 enfants. Les fam illes riches payent autant et parfois plus, pour un seul enfant. Des classes, nous en avons 204. C 'est insuffisant ; vous com prenez, il en faudrait des dizaines de m illiers. Nous avons d'excellents résultats. Les enfants sortent de la maternelle en sachant lire et écrire. Ils sont socialisés. C est extraordinaire de voir changer ces enfants en une année. Je crois que c'est très im portant d'offrir à tous un juste com m encem ent dans la vie. Même en France, où l'on parle d'exclusion et de minorités, si l on prenait davantage en considération les enfants des fam illes défavorisées, on changerait beaucoup de choses. C 'est difficile de changer un jeune de 15, 16 ans. Avec l enfant tout est possible, à condition de s en occuper le plus tôt possible. -Quelles autres actions avezvous menées? - Un autre problèm e s'est présenté à nous. : Que devient l enfant que nous suivons depuis le prim aire quand il a 12, 13 ans? Si nous cessons de nous occuper de lui, l enfant risque de retourner à la rue. C 'est pour cette raison que nous parrainons sa scolarité dans les lycées de l'etat., où l'instruction n'est pas com plètement gratuite. La scolarité, dans le secondaire, coûte 250 francs par an et en classe académ ique, c est le double. Nous suivons donc les enfants ju sq u'au Baccalauréat philippin. Nous nous devons d'aider aussi ceux qui ont l'am bition d'aller plus loin ; mais cela coûte beaucoup plus cher. Quant à ceux qui veulent entrer dans la vie professionnelle, ils ne trouvent pas toujours de travail. J ai cherché des lycées professionnels, mais il n'y en a pas beaucoup et ils sont très mal équipés. Nous avons donc construit notre propre lycée professionnel II en faudrait des milliers. Ce qui est important c'est que les jeunes aient le Baccalauréat et q u en même temps ils puissent apprendre et exercer plus tard un bon métier II nous a fallu 12 m illions pour construire l'école. Elle existe aujourd'hui depuis deux ans et nous permet d'accueillir trois cents jeunes par an, avec pour objectif d'aller ju sq u à deux mille élèves. L'Etat philippin nous a soutenus en assurant l équipem ent technique du 4 AVENTURE N 71/72

7 entretien Lycée (notam m ent 1 salle d'o rd in ateurs) et en nous louant pour 600 francs 5000 mètres carrés au centre de M a nille pour une période de cinquante ans. Nous avons troismille mètres carrés d ateliers où l'on apprend toutes sortes de métiers utiles com m e la m écanique autom obile, la soudure, l'électricité, l'é le c tronique, les techniques de construction,la m enuiserie, l'inform atique, le dessin industriel et l'agroalim entaire industriel. N ous avons fait tout cela pour que les enfants trouvent leur place dans la société et aujourd'hui, cette société ne peut se développer sans les techniciens que nous formons. Nous avons aussi un centre enfants des rues et un centre spécial au pied de la montagne fum ante qui sert non seulement d'école m aternelle mais de lieu d'apprentissage professionnel. Nous faisons tout cela pour enlever les enfants des ordures. Nous leur apprenons aussi à recycler du papier et à peindre des tee-shirts qui sont ensuite vendus aux touristes afin d'aid er leurs parents. - A quels types de problèmes avez-vous été confronté dans votre action pour l enfance et la jeunesse? -Un problèm e bien réel, c est le transport. Les réseaux de transport en com m un sont presque inexistants. Il n'y a qu'une ligne de métro et trente mille ou quarante m ille petits autobus.l a m oitié des frais scolaires part en frais de transport. L'autre problèm e, c est l'alim entation. Un jour un enfant se sent mal pendant un cours ; je lui dem ande ce qui ne va pas. Il me répond : «A ujourd hui ce n'était pas mon tour de manger». Alors avec un médecin, nous avons mis au point un casse-croûte et un repas chaud à l'heure du déjeuner, en dem andant une participation aux familles de 8 centim es. - Combien de collaborateurs avez-vous? - Il y a une centaine d 'e m ployés. Nous nous occupons tout de même de enfants. Nous avons aussi 46 assistantes sociales. C hacune s occupe de 150 enfants et familles. En plus de la gestion des urgences sociales, nos assistantes organisent une fois par mois des réunions avec les mamans, parce que le soutien des familles est pour nous essentiel. Nous avons aussi des infirm ières, des in fo rm aticiennes. Nous avons une com ptabilité énorm e, parce que ne serait-ce qu'en dehors des P hilippines, nous travaillons avec 160 organisations, ce qui représente 180 contrats à gérer. Il faut pour contrôler tout cela, un personnel nombreux et qualifié. Pour ce qui est de la logistique, nous recherchons tout l'éq u i pem ent dont nous avons besoin à Manille même ; mais ensuite, il faut livrer dans toutes les provinces. Dès le mois d Avril, nous com m ençons à envoyer des vêtem ents et des fournitures dans tous les coins de Manille. Nous achetons tout en gros, par kilom ètres! et vous com prenez que l'avantage de cette opération, au-delà des prix d'usines dont nous bénéficions, c est de faire ainsi travailler les parents, par exem ple les mères, dans les ateliers de couture, qui sont payées à la pièce. Tout le monde est gagnant! - Pensez-vous qu'il soit possible de trouver au niveau local des solutions de type école maternelle non formelle., sans avoir au début, besoin de trouver de l argent à l extérieur? - Au début, la plus grande aide que l'on puisse recevoir vient des com m unautés locales, qu'il s'agisse d'une chapelle, en sem aine, ou d 'u n local de municipal. Il est parfois possible de louer un terrain pour dix ans ou plus et d y construire son propre local avec peu de m oyens. Pour trouver des financem ents, il faut q u au départ il y ait des réalisations concrètes. Si le Luxem bourg nous a beaucoup aidés -par exem ple-, c 'e st parce qu'un homme est venu nous voir, sur la m ontagne fumante. Il a constaté par luimême les conditions de vie de ceux qui vivent sur les or- œ dures, et ce fut une expérience inoubliable pour lui, puis il est allé discuter avec les élèves de nos centres d'apprentissage, nos professeurs, la direction. G râce à son aide le L uxem bourg a financé une partie de nos projets sans plus attendre. C 'est très im portant pour nous d 'av o ir des tém oins sur place, com m e ces français qui sont venus à M anille à l'occasion de la visite du pape - Pouvez-vous nous citer un exemple de réussite parm i les enfants que vous avez soutenus? - L un d'eux, originaire du centre du pays, avait monté une action avec ses am is, contre des japonais qui s en prenaient aux enfants dans une discothèque de M anille. En s'interposant pour sauver les petits, il a poignardé un hom m e et s est retrouvé en prison. Il s y est très bien conduit. Un jeune juriste qui s intéressait au cas des enfants em prisonnés l'a rencontré. Il était devenu chef de cellule. Quand les gam ins se battaient, il les séparait. En un an et dem i, il a rattrapé tout le primaire. On me l a recom m andé pour le secondaire. Je suis allé voir cet enfant en prison ; il m 'a fait bonne im pression. J'ai accepté de m occuper de lui. Il a finit le secondaire avec deux m édailles d 'o r pour bonne conduite et «lead ership». Je lui ai obtenu une bourse com plète pour étudier à l U niversité. Il est allé ju s qu'au bout et a trouvé un em ploi tout de suite. M aintenant, il est professeur d'u niversité, il a deux M aîtrises et prépare un Doctorat. Propos recueillis par Serge Wolkonsky et Thierry Vorms Pour soutenir l action du Père Tritz, ERDA FRANCE 69. rue de Chanzy, 511(X) REIMS Tel. (16) Fax. (16) AVENTURE N 71/72 5

8 d am es d e coeur GRAND PRIX MADAME FIGARO C o m m e l e s d e u x a n n é e s p r é c é d e n t e s, M a d a m e F i g a r o r e m e t t r a, H u m a n i t a i r e, l o r s d u t r e i z i è m e F o r u m d ' A g e n. s o n G r a n d P rix p o u r l 'A c t i o n ne répond pas seulem ent à leurs besoins matériels. Elle les aide aussi à retrouver leurs racines et la joie de vivre à travers la musique. MONIQUE BURKHARDT 11 faut de l'oreille pour se mettre à l écoute des voix les plus oubliées. Com me celles des enfants de Bolivie, un des pays les plus pauvres du monde que l actualité n'effleu M a ria n n e S é b a s tie n, il fa u t d e l'o re ille p o u r se m e ttre à l'é c o u te d e v o ix c o m m e c e lle s d e s e n fa n ts d e B o liv ie. A cette occasion, vous re guère de ses projecteurs. De pourrez rencontrer les l'oreille, elle en a, cette ancienne cantatrice cinq candidates sélectionnées genevoise sur dossiers par un jury, présidé par M adam e Frédérique Deniau. Chacune d'elles a fait l'objet d'un reportage, publié dans les numéros du mois de Septembre de M adame Figaro. Ce sont les lectrices du m agazine qui ont été, encore une fois, appelées à élire par bulletin de vote la lauréate de ce prix. Conform ém ent à son esprit initial - qui est de faire connaître des femmes qui se battent plus ou moins en solitaire, souvent dans de petites structures qu elles ont fondées elles-m àm es - les cinq sélectionnées cette année représentent de petites associations aux projets très divers et originaux. dont la vie et la carrière ont été bouleversées par la naissance d un enfant sourd profond. Dans les rues de La Paz, où des enfants meurent de froid, dans les prisons où on les enferme avec leurs parents, dans les ordures où ils vivent, elle part à la rencontre des enfants. Avec son association «Voix Libres» qui conduit aujourd'hui plus de vingt-deux projets dans toute la Bolivie, elle Elle ne com ptait pas rester en A frique. Ce q u elle aim ait, c était l'inde! Et pourtant, venue au Tchad à vingt ans dans le cadre d'une mission pour l Eglise Evangélique, cette suisse d'origine, n'en est jam ais repartie. Depuis vingtcinq ans, avec son mari Jean- Pierre, elle prend en charge le destin des enfants orphelins voués à la mort par la misère et la croyance tenace qu'un enfant dont la mère est morte «porte le mauvais oeil». En vingt-cinq ans, dans l'orphelinat qu'ils ont fondé à Koumra, dans le sud du pays, ils ont ainsi sauvé et conduit jusq u 'à l'âge adulte cent-cinquante enfants. A ujourd'hui appelés à N 'D jam ena par le gouvernement Tchadicn. ils accueillent des enfants abandonnés que leur confie la DDASS. GHISLAINE LOCICERO MARIANNE SEBASTIEN M o n iq u e B u r k h a r d t : e lle n e c o m p ta it p a s re s te r e n A friq u e. V e n u e a u T c h a d à v in g t a n s d a n s le c a d r e d u n e m is s io n p o u r l'e g lis e E v a n g é liq u e, ce tte s u is s e d 'o rig in e, n 'e n e st ja m a is re p a rtie. 6 AVENTURE N 71/72

9 d am es d e coeur Centre de Bucy-le-long, centquarante patients par an tentent d 'ap p ren d re à revivre sans la béquille de l'alcool ou de la drogue, en acceptant leur dépendance, soutenus par d 'an c ien s toxicos qui ont «tenu le coup». ISABELLE JANOTTO G h is la in e L o c ic e r o s e st la n c é e d a n s u n p r o je t a u s s i a m b it ie u x q u 'o r ig in a l : d é v e lo p p e r la p is c ic u ltu r e e n c a g e s flo tta n te s p o u r les p lu s p a u v r e s d e s p à c h e u r s c a m b o d g ie n s Le scandale a éclaté, il y a quelques années : à M anille, com m e en T haïlande, les en fants prostitués sont légion. C est la dem ande venue d 'O c- cident et le développem ent du tourism e sexuel qui a crée cette infâmie: des enfants jetés sur le trottoir ou pris dans des réseaux pédophiles dès l âge «Si un homme a faim, donnelui un poisson et il m angera un jour. Apprends-lui à pàcher et il m angera toute sa vie». C est en m éditant ce vieux proverbe chinois que G hislaine s'est lancée dans un projet aussi am bitieux qu'original : développer la pisciculture en cages flottantes pour les plus pauvres des pêcheurs cam bodgiens dont le poisson est l'u n iq u e ressource en protéines. Portée par l'am our du peuple khm er dont elle parle la langue et auprès duquel elle a travaillé pendant plus de quinze ans, dans les cam ps de réfugiés en Thaïlande et en France, à l'accueil des im m i grés, elle a mis sur pied à Kompong Cchnang, une petite ville au Nord-ouest de Phnom Penh une unité de production qui com m ence à fonctionner. Elle part s installer avec sa famille pour deux ans au C am bodge. KATE BARRY Elle a connu l'enfer de l al- Is a b e lle J a n o t t o a re jo in t la F o n d a t io n V ir la n ie a u x P h ilip p in e s p o u r se c o n s a c r e r a u x e n fa n ts d e s ru e s, v ic tim e s e n tre a u tre s d e la p r o s titu tio n K a te B a r ry a o u v e rt d a n s le N o r d d e la F r a n c e, g r â c e a u s o u tie n d e G e o r g in a D u fo ix, u n c e n tre d e s e v r a g e et p o st-c u re p o u r d é p e n d a n t s cool, de la drogue et de la pharm aco-dépendance. Parce q u elle a pu s en sortir, la fille aînée de Jane Birkin a voulu donner à d'autres la chance qu'elle avait eue. Il y a deux ans, elle a ouvert dans le Nord de la France, grâce au soutien de Georgina Dufoix, un centre de sevrage et post-cure pour dépendants sim ilaire à celui qui l'a sauvée. Inspirée du «M innesota M odel» am éricain, cette m éthode totalement originale chez nous, fondée sur la thérapie de groupe et l'entraide sem ble donner des résultats surprenants. Au de neuf ans. Pour leur offrir une autre alternative à leur m i sère D om inique Lem ay a fondé «Virlanie», une association qui tente de sauver les enfants de la rue. Isabelle Janotto l'a rejoint l'année dernière. Dans la rue, à leur recherche, mais aussi dans les foyers de la fondation qui les accueille, cette fille de vingt-huit ans au caractère fortem ent trem pé, s em ploie à refaire de ces enfants odieusem ent abîmés des enfants tout court. Annick Lacroix AVENTURE N 71/72

10 tribune INNOVATION ET NON-FORMEL Un ca s d é c o le p o u r A id e e t A c t io n L a b s e n c e d é d u c a t i o n e t d e f o r m a t i o n p r i v e p l u s i e u r s p a y s d e la r e s s o u r c e la p l u s p r é c i e u s e : u n e p o p u l a t i o n é d u q u é e, n o u s d i s e n t l e s e x p e r t s i n t e r n a t i o n a u x. uniquem ent sur le nom bre d'élèves inscrits, mais il faut plutôt s attacher à savoir si les enfants acquièrent des co nnaissances, des co m pétences et aptitudes essentielles dont ils ont besoin dans la vie. Le lieu d é d u c a tio n e st p a rto u t M algré une nette expansion de l éducation nières décennies, les taux de scolarisation sont en baisse dans plusieurs pays à revenu faible. M oins de 60 % des enfants qui com m encent l école dans ces pays term inent le cycle prim aire et par conséquent, le pourcentage d adultes illettrés reste élevé. Si les tendances actuelles persistent et surtout si la manière d aborder l'éd u catio n n est pas changée, la situation va sans doute empirer. En exem ple : 100 millions d enfants âgés de 6 à 11 ans n ont pas accès à l école (60 % d entre eux sont des filles). Si rien ne change, si les solutions apportées ne sont pas innovantes et adaptées aux contextes, le nom bre d en fants qui ne fréquente pas l école va pratiquem ent doubler à l horizon 2000, date à laquelle ils seront près de 200 m illions. Des crises économ iques répétées, des disparités croissantes à l'intérieur des pays et entre les pays, une prim aire au cours des der grande m arginalisation des populations, la dégradation de l environnem ent et une dém o graphie galopante sont autant d'élém ents qui s opposent aux efforts déployés en matière d éducation pour tous. Toutefois, l'éducation de base reste un facteur clé du développem ent car elle perm et de satisfaire les besoins fondam entaux de l'hom m e, d augm enter la productivité, de renforcer les valeurs culturelles et la cohésion sociale, de prom ouvoir la tolérance et de mieux com prendre le monde de demain. En exem ple : le seul «remède» connu actuellem ent contre le sida est la prévention ; les écologistes ne cessent de nous dire que la préservation de l'en v iro n n em en t dépend en grande partie davantage d'éducation publique. Plusieurs facteurs affectent la qualité de l'enseignem ent prim aire : l'absence d'éq u ip e ments, le nombre réduit de livres disponibles, des guides pédagogiques mal adaptés, des conditions m atérielles insuffisantes pour les en seignants qui s accom pagnent souvent d'une dévalorisation de leur rôle. Le s p ro b lè m e s d e m e u re n t Par la mise en oeuvre de program m es efficaces et adaptés à chaque situation. Aide et Action s attache, depuis de nom breuses années, à apporter des solutions concrètes permettant au plus grand nombre d 'e n fants d'avoir accès à l école dans de bonnes conditions. M ais faire entrer davantage d enfants dans les écoles n est pas suffisant. L orsqu'à la fin du cycle primaire, les enfants ne sont pas instruits com m e ils le d e vraient, q u ils ne savent pas résoudre de sim ples p ro blèmes, l école a échoué dans sa mission. A ujourd'hui, il ne faut plus concentrer les efforts Les enfants ont besoin d'une éducation qui leur permette d atteindre leur potentiel, qui les prépare à apporter leurs contributions à leur com m u nauté, à leur pays. Souvent, les parents com m e les enfants ont le sentim ent que l éducation offerte ne leur sera pas utile et se découragent. En revanche, si l'école répond mieux aux attentes de la com munauté, ils sont prêts à faire d'im portants sacrifices et à soutenir les enseignants et leurs écoles. Il faut donc s ouvrir à l'ex térieur et innover avec souplesse dans les approches. Et il y a lieu d'être optimiste sur ce point. En effet, les expériences réussies d'in n o v atio n pédagogique et d'actions dans le secteur non-formel ne manquent pas. Le program m e d enrichissement appliqué, au Venezuela, a perm is aux enseignants de mieux agir dans des écoles particulièrem ent désavan tagées grâce à un apprentissage faisant m oins appel à la mém orisation et plus à une participation active d'intervenants extérieurs. Un projet en faveur des enfants des rues au Brésil se com pose de 70 programmes utilisant des m éthodes adaptées d apprentissage perm ettant d'atteindre les centaines de milliers d enfants qui vi- 8 AVENTURE N 71/72

11 tribu ne vent dans les rues. Le Bangladesh Rural A dvancem ent Com m itte (BRAC) représente l un des projets les plus réussi. A dapté à la culture et aux besoins des com m u nautés rurales, l'enseignem ent est dispensé par des personnes recrutées parmi la com m unauté. Ce projet intervient dans villages dans tout le pays, 60 % des élèves du BRAC sont des filles tout com m e 60 % des enseignants sont des femmes (contre 8 % dans le secteur formel). Afin de répondre aux nouveaux besoins et de tout faire pour contrecarrer les évolutions annoncées, A ide et A c tion a progressivem ent intégré dans ses program m es des projets innovants et diversifiés. Ceux-ci reposent très fortement sur des initiatives décentralisées et sur la participation active des com m unautés. S a d a p te r e t in n o ve r Les écoles d initiative locale soutenues par Aide et Action au Togo, notre action en faveur des écoles com m unautaires de base au Sénégal, le dém arrage des Apatam Enfance et des projets d école évolutive au Bénin, et, dans un autre contexte, l appui à la scolarisation d enfants réfugiés rw andais au B urundi, sont autant de signes tangibles de cette nécessaire évolution pour une m eilleure réponse adaptée aux spécificités locales. C ertaines de ces actions vous sont présentées dans les pages qui suivent. Cette nouvelle approche participe d une conception de l éducation qui encourage l initiative personnelle, la participation et la responsabilité de chaque intervenant. L im portance de l environnem ent social et culturel de l enfant doit être au coeur de ces initiatives. L éducation se poursuit alors en dehors du lieu école, elle devient apprentissage perm anent et perm et aux enfants de mieux bâtir leur avenir. Jean Claude BUCHET LA CAMPAGNE «UN ESPACE POUR UNE ECOLE» L u rg e n c e d e l é c o le p o u r les p e tite s fille s d u tie rs m o n d e. Au lendemain de la conférence sur les femmes à Pékin, à l heure où il est davantage permis d espérer pour l am élioration de la condition féminine dans le monde, AIDE ET ACTION lance du 15 septembre à la fin décembre 95 une grande opération: «Un espace pour une école». C est à la générosité des médias qu AIDE ET ACTION en appelle, afin d obtenir la gratuité d un espace publicitaire. Et il faut réagir vite! Car l urgence c est de lutter contre la réalité des chiffres: sur les 130 millions d enfants des pays en développement qui n ont toujours pas accès à l école, 81 millions sont des filles. Sur les 100 millions d enfants qui abandonnent l école avant la fin du cycle primaire, deux tiers sont des filles. Les causes de cet échec, les préjugés contre les femmes, la pauvreté, des mariages et des grossesses précoces, l exploitation dom estique, quand il ne s agit pas directem ent d esclavage... Une fille instruite, c est pourtant une femme plus ouverte sur le monde, moins isolée, plus confiante, une femme qui se mariera en âge d être mariée, aura moins d enfants, des enfants en meilleure santé et mieux éduqués; une femm e enfin qui sera capable de mieux tirer parti des services sociaux offerts par la collectivité. Ainsi notre mission c est aussi l urgence! L urgence de trouver 3000 parrains et marraines pour la scolarisation de 3000 petites filles de l Afrique, de l Inde et d Haïti. Cette action de solidarité concrète bénéficiera à enfants, puisqu un enfant parrainé par Aide et Action permet à 10 autres d aller à l école. L enjeu et de taille. L objectif d AIDE ET ACTION.est bien de donner un avenir meilleur à ces petites filles du tiers monde. Aide et Action est prête à relever le défi, grâce à la générosité des médias et à la solidarité active de nouveaux parrains et marraines. AVENTURE N 71/72 9

12 enfants d e s rues L ENFANT ET L EDUCATEUR DE RUE R é s u m é d e l 'i n t e r v e n t i o n d e M i c h e l G r é g o i r e, d i r e c t e u r é x é c u t i f d u C e n t r e R é g i o n a l d e F o r m a t i o n d e s E d u c a t e u r s d e R u e ( C E R F O C A L ), l o r s d e la q u a t r i è m e r e n c o n t r e i n t e r n a t i o n a l e «La r u e, l e n f a n t, la v i l l e» 1 6, 1 7, 1 8 D é c e m b r e , M a n i l l e, P h i l i p p i n e s. rue est aujourd'hui le véritable défi so cial de notre actualité hu L a m anitaire. D es banlieues sordides des grandes m é tropoles du Nord aux g i gantesques b id on villes des m égapojes du Sud, du 1/4 m onde développé au 1/3 m onde en voie de d évelop pem ent, la «R ue» et son en viron n em en t rep résen tent le plus grand danger de destabilisation sociale de cette fin de siècle. L»enfant de la rue», à la fois invisible et em blém a tique, fer de lance de l inju stice m oderne et prétexte à toute politique sociale, y est la victim e inacceptable d un m al en d év elo p p e m ent de l'hum anité toute entière. L assistante sociale, le pédagogue, le p sych ologu e ou le m édecin se retrouvent désem parés devant une urgence peu ordinaire qui n avait pas été prévue dans les curricula de nos universités L»éducateur de rue» est celle ou celui qui, im m ergé dans la sub-culture de la rue, a pour vocation d hum aniser la vie de ces e s paces urbains sans hum a nité. Il est passé par la m eilleu re form ation qui soit, celle que j appellerais «U niversité de la vie» ou l expérience em pirique de cette sub-culture de la rue au quotidien. Cependant, ce graduat m u ltifa cette des différents visages de la rue ne propose pas de réponses concrètes ni de so lutions tangibles à l intolérable réalité de l enfant dans la rue. Il est donc indispensable qu'il puisse, devant l urgen ce et l am pleur de ce phénom ène, parfaire cette «form ation» et la confronter aux critères d éducation non form elle et de pédagogie alternative in d isp en sables à l équilibre physico-p sych iq u e d un enfant, ainsi qu'à la com p lexité des facteurs h éxogèn es qui interviennent dans la situation d instabilité chronique que représente la rue. La tâche des centres de form ation est d 'in cu lq u er cette «pédagogiecréative» à chacune des réalités particulières des villes et des rues dans lesquelles d oivent survivre les enfants et les adolescents en situation de risque social. La responsabilité de l éducateur est de croire qu un jour, l enfant retrouvera son hum anité de citoyen du m onde à part entière lorsque, seul devant la vie, il ne sera plus abandonné par la société. C ette cam pagne historique, contre l'esclavage de l enfant par la rue, ne se gagnera pas sans une form a tion adéquate de tout intervenant du changem ent so cial. Comment est né CERFOCAL? Cerfocal est le produit d un accord entre les ONG s'in téressant directem ent aux enfants travailleurs de et dans la rue et des organisations internationales tant européennes que latino-am éricaines, ceci en réponse à la nécessité nouvelle de créer une entité subrégionale qui recueille et systém atise les expériences existantes en form ation spécialisée et en qualification d éducateurs de rue. Quels pays sont membres de Cerfocal? Cerfocal couvre actuellem ent les pays de la région andine : Bolivie, Colombie, Equateur, Pérou et Vénézuela, ainsi que le Chili et Panama, en tant que signataires de l Accord Andrés Bello. Qu est-ce-que le Cerfocal? Le centre régional de form a tion et de qualification des éducateurs de rue, Cerfocal, est un institut international orienté dans la formation des éducateurs qui consacrent leurs aptitudes p ro fessio n nelles et leurs efforts personnels à la promotion intégrale des mineurs pour qui la rue est le seul moyen de survie. Quels sont les objectifs de Cerfocal? Objectifs généraux : Prom ouvoir la qualification et la formation de l éducateur de rue. Prom ouvoir des réponses et des alternatives adaptées à la problém atique de la population urbaine infanto-juvénile de et dans la m e en stratégie de survie. Systém atiser l expérience acquise par les pays de la région en matière de protection des mineurs en situation de grand risque. Objectifs spécifiques : Définir un modèle pour les éducateurs de rue sur la base de critères méthodologiques et thém atiques propres à la région D ésigner les lignes m éthodologiques pour obtenir un diagnostic des besoins de la région, au moyen de la recherche appliquée Prom ouvoir la création d un départem ent régional de recherche, publication et diffusion des ressources pédagogiques spécialisées sur la problém atique des enfants travailleurs de et dans la rue. E laborer une banque de données latino-américaine de ressources hum aines et techniques sur la base d'une évaluation qualitative et quantitative de celles qui existent déjà. Publier un annuaire actualisé des projets par pays et par région Coordonner l établissem ent de relations régulières entre les ONG, les organisations gouvernem entales et internationales de la région, concernées par la problém atique des enfants en situation de grand risque. Publier un bulletin international avec la participation active des bénéficiaires et des partenaires de Cerfocal. F avoriser la création de centres nationaux de form a tion d'éducateurs de rue et appuyer ceux qui existent déjà. 1 0 AVENTURE N 71/72

13 enfants d e s rues DES ENFANTS ET DES JEUNES DE LA RUE Q u e p e n s e r? Q u e fa ire? Q uelle que soit l'expression par laquelle on préfère les désigner : «enfants de la rue» par réalism e, «délinquants» par conformisme social ou des euphémismes tels que «enfants en situation difficile», «enfant du quartier», «enfant en rupture» ou «enfants en stratégie de survie dans la ville», «enfants de. dans ou à la rue par professionnalism e pointilleux etc. de quoi parle-t-on? Ne s agit-il pas, en réalité, d un dram e social probablem ent aussi vieux quela formation des cités et des villes mais qui par son ampleur sans précédent, revient à la conscience contem poraine sous le concept d exclusion. c est-à-dire, la m arginalisation ou le rejet, par une société, d une catégorie de sa population par rapport aux conditions essentielles et indispensables à l appartenance solidaire de l'individu à une famille, à une communauté et à une nation? Les enfants de la rue sont donc des enfants qui par la pauvreté ou d autres facteurs destructeurs des liens sociaux, se trouvent, dès le matin de leur vie, «down» et «out» (expression de George Orwell, 1933) ou exclus et privés de presque toutes les possibilités sociales pouvant leur permettre de vivre une enfance normale et de s édifier pour mener plus tard, une existence digne d un être humain. Ce sont des enfants accablés de souffrances physiques et morales, dangereuses et durables. Pourtant, dans ce monde où se développent partout les effets de l intoléranceimpitoyable et de «l individualisme négatif» (Robert Castel, 1995) propres à «la société salariale», toute personne normale - c est-à-dire encore sensible à la souffrance du «semblable» connu ou inconnu, - qui aperçoit ces enfants pour la première fois, ne peut s em pêcher de se poser, consciemment ou inconsciemment, au moins trois questions. Qui sont ces enfants? (question d appartenance parentale, familiale et nationale). Pourquoi sont-ils dans cette situation? (question étiologique pouvant conduire à la théorie et/ou à la pratique) et enfin comment en sont-ils arrivés là? (question de processus et de responsabilité). Ces trois questions souvent suscitées par l émotion ou la conscience morale peuvent déboucher sur l acidéologie de la faveur qui écrase, atomise et affaiblit psychologiquem ent, politiquem ent, économ iquem ent et socialement les exclus en général et, forcément, les enfants de la rue en particulier. Lorsque ces trois questions conduisent à l action positive au profit des enfants de la rue, elles s adressent le plus souvent, et à juste titre, davantage à leurs besoins urgents de survie Que peut faire un enfant ou un jeune de la rue sans éducation ni profession dans la société au 21 è siècle? tion positive ou sur le découragement puis l indifférence justifiée par l attribution de la responsabilité du problème à l enfant lui-même, à la famille ou à la société, tous jugés défaillants (ce qui n est pas toujours totalement faux). Dans ce contexte, l enfant de la rue, déjà victime de l exclusion, se trouve, en plus, culpabilisé. Dès lors, il devient un être sans droit dans la société et objet de répression, de violence, voire d élimination physique dans certains pays. N ayant pas de devoir envers lui, la société ne peut aller à son secours que par faveur. Et c est ainsi que l exclusion sociale com porte inévitablem ent une (santé, nourriture, abri, jeux affection, amour etc.) qu à ceux de l éducation qui est plus coûteuse et plus difficile à mettre en oeuvre. Mais sans l éducation, les enfants et les jeunes de la rue courent le danger de grandir analphabètes et sans form ation professionnelle sérieuse et de voir leurs enfants devenir comme eux. Que peut faire un enfant ou un jeune de la rue sans éducation ni profession, et que peut-on faire d un tel individu dans la société au 2 1è siècle? Historiquement, les solutions répressives ont toutes été peu efficaces et souvent désastreuses pour les enfants. Mais, peut-on vraiment espérer que des m esures juridiques, économ iques et sociales conjoncturelles de soutien aux fam illes pauvres suffiront à vaincre le problème des enfants de la rue? De même, a-t-on vraiment raison de croire que les petits métiers, et les apprentissages rapides et limités - en fait des bouées de sauvetage dans une «mer économique» de plus en plus agitée - auxquels ces enfants s accrochent, suffiront à faire d eux des femmes et des hom m es pouvant m ener une existence à l'abri de la pauvreté? A-t-on raison de croire qu étant donné les difficultés énormes que com portent l organisation et la pratique de l éducation formelle pour les enfants de la rue, l éducation et la formation délibérément orientées vers le secteur économique informel est la solution idéale à leur problème alors que pour le moment, ce secteur ne trouve dans aucun pays, la vigueur suffisante pour aider les faibles à se prémunir contre la pauvreté? Et les salariés et les travailleurs privés, même dans les sociétés les plus riches, sont-ils aujourd hui vraiment à l abri de la précarité? Ne sont-ils pas euxaussi menacés de l exclusion qui peut les frapper à tout m o ment? Dans cette situation d incertitude presque généralisée dans le monde contem porain, ne doit-on pas courageusement mettre en cause certains aspects de l état actuel de nos sociétés et les valeurs au nom desquelles elles fonctionnent, produisent et développent le phénomène de l exclusion des enfants et des jeunes? Le refus de prêter attention à ces considérations rendra interminables les interventions préventives au niveau des communautés défavorisées des villes ; et les interventions curatives directes au niveau des enfants et des jeunes de la rue seront sans fin. C est dire une fois encore que la culpabilisation de l enfant de la rue AVENTURE N 71/72

14 enfants d es rues et son entourage immédiat, détournent une grande partie de l attention du public de la recherche des véritables causes du phénomène, de la réflexion sur les mécanismes sociaux qui le produisent et de l invention des remèdes les plus appropriés au problème. Dans cette situation de culpabilisation des enfants exclus face à la non-responsabilité de l Etat et du public surtout dans les pays les plus affectés par le phénomène d une part et, comme conséquence, de l insuffisance des moyens financiers pour soutenir vigoureusement des formules d éducation appropriées à leurs besoins, il n y a rien d étonnant de constater que la mobilisation et l organisation des bonnes volontés partout dans le monde - au dem eurant insignifiantes par rapport aux dimensions du problème - n empêchent pas l aggravation quantitative et qualitative spectaculaire et universelle de ce problèm e. On estim e aujourd'hui à plus de le nom bre des enfants et des jeunes de la rue dans le monde. En réponse à cela, les politiques et les stratégies d'insertion n ont presque pas d horizon prévisible. A défaut de solutions radicales face à ce drame planétaire, on ne peut admettre que l indifférence s installe et se répande partout. Car aucune guerre n'est jam ais perdue ou gagnée d'avance, tant qu'elle n est pas terminée. Les enfants souffrent et l'on doit agir. Nous savons, heureusem ent, que des Etats, des organisations gouvernementales, mais surtout des m illiers d organisations nongouvernementales, des femmes et des hommes agissent depuis des décennies à travers le monde, souvent avec un dévouem ent et une efficacité louables. Chacun y va - les plus tém é raires comme Sysiphe - inlassable, avec les raisons personnelles de son engagement, sa vision du monde et du problème, ses atouts et ses contraintes, ses limites et ses espoirs. Parmi eux l UNESCO, prenant appui sur un partenariat international comprenant ses Etats membres, des agences soeurs du système des Nations Unies et surtout des ONG de terrain apporte plus directement - depuis la Conférence m ondiale sur l éducation pour tous, tenue en 1990 à Jomtien en Thaïlande, sa contribution au combat contre le phénomène des enfants et des jeunes de la rue en Afrique, en Am é rique du sud, en Asie et en Europe. Le développement rapide du Programme de l UNESCO en ce domaine et les succès enregistrés depuis cinq ans encouragent son extension future à toutes les régions du monde où le problème des enfants de la rue se pose gravement. Le program m e est essentiellem ent consacré d abord à l'éducation proprement dite et, ensuite, au renforcement des conditions favorables et nécessaires à une éducation de qualité, adaptée aux réalités des enfants de la rue dans leurs contextes géographiques particuliers et quotidiens. Le Programme vise également à répondre aux besoins pédagogiques et matériels des éducateurs, à ceux des adm inistrateurs de programme ou de projet sur le terrain, à ceux des travailleurs sociaux ainsi qu'à ceux des fonctionnaires responsables de la loi et de l ordre dans la ville. Le soucis dom i nant de ce programme est de servir le plus vite et le plus concrètement possible les besoins réels et les aspirations de ces enfants. A l'heure actuelle, et il en sera sans doute de même dans l'avenir, les ONG, par la solidité de leur engagement et de leur expérience au niveau des enfants, constituent les facteurs les plus importants dans la stratégie et l action de l UNESCO sur le terrain. C est pourquoi elle soutient ce Forum des solidarités et en attend des résultats pouvant lui permettre de développer et de renforcer sa collaboration avec tous ses partenaires. Alphonse Tay Secrétariat inter-institutions pour l Education fondamentale UNESCO CHANGER L ENFANT OU CHANGER LA RUE? F a c e à l 'a m p l e u r d u p h é n o m è n e «e n f a n t d e s r u e s», q u e f a u t - i l c h a n g e r? L e n f a n t? l ' é d u c a t e u r? l e s i n s t i t u t i o n s? la r u e? J e me méfie de toute action leurs capacités de com prendre dont l objectif déclaré serait de «changer l enfant». justifier un type d'éducation et d'agir. Il est facile alors de Aussi bien les enfants de la autoritaire. rue, les enfants handicapés que tous les autres. L enfant n est pas un objet que l on modèle à sa mesure et à sa ressem blance. Il est un sujet à part entière. Il n 'est la propriété de personne et il doit être Si nous voulons prom ouvoir une société plus juste et dynamique, il est temps de créer les conditions d'un véritable partenariat avec les enfants et les jeunes: c est la condition majeure d'un développement considéré com m e un être équilibré et durable de leur unique, sujet de sa propre éducation. Ce sont mes convictions et j'esp ère que ce sont celles de tous ceux qui reçoivent une mission éducative auprès des enfants, ceux de la personne. Finalem ent, c est plutôt l éducateur qui doit m odifier radicalem ent ses méthodes. A partir du moment où il reconnaît l enfant com m e sujet de son rue com me les autres. éducation, toutes ses m é thodes se trouvent remises en C h a n g e r l e n fa n t? cause. En conséquence, nous devons être attentifs à la formulation des objectifs éducatifs. Il doivent l'être en term es de capacités. Par exem ple : «mon intervention devrait les rendre capables de...» L'éducation n 'a pas com m e objectif de «changer» l enfant, mais de lui offrir les m oyens d 'a t teindre sa m aturité et son autonomie. Il est le maître de sa destinée et c est donc à lui de faire les choix décisifs. Je constate que beaucoup trop d 'ad u ltes sem blent ignorer que les enfants, même très jeunes, 3 et 4 ans, sont capables de réfléchir et de choisir à bon escient, avec sagesse et conviction ce qui concerne leur vie, leurs intérêts, leurs relations. Ce sont les conditions dans lesquelles nous m ettons les enfants qui, la plupart du temps, bloquent leur curiosité, leur soif de savoir, leurs intuitions géniales et C h a n g e r l é d u ca te u r? La plupart de ceux qui ont com m encé à réagir à la situation des enfants et des jeunes livrés à la rue, estim aient qu'une action éducative était pratiquem ent impossible dans la rue. Celle-ci était jugée mauvaise et dangereuse. Tout devait être entrepris pour les sortir de la rue. Inquiètes, les autoités de tous les pays concernés par ce phénomène, ont réagi : d'abord la police. Sécurité oblige, et protection des citoyens plutôt que celle des enfants! C est en prison que beaucoup furent «accueillis». Inutile d en dire plus : c était et cela reste intolérable! Des éducateurs, souvent bénévoles, ont alors essayé de s interposer et d inventer une stratégie éducative. Avec beaucoup de courage, d intelligence et de coeur, dans des 1 2 AVENTURE N 71/72

15 enfants d e s rues conditions toujours difficiles, ces éducateurs ont com m encé par rencontrer cette population errante. Ils ont proposé à ces jeunes : amitié, nourriture, habits, soins et abris pour la nuit. En répondant à leurs besoins imm édiats, les éducateurs espéraient les encourager à quitter librement la rue et obtenir leur adhésion à divers projets : d'abord, et si possible, leur retour en famille ; mais pour les autres, leur entrée dans une institution adaptée : foyer, internat scolaire, centre d 'a p prentissage, entreprise etc... Un grand nombre de jeunes suivirent avec succès cette filière. Mais d'autres non. Analysant leurs méthodes et participant à des sém inaires de formation avec d'autres travailleurs sociaux, la plupart des éducateurs rem ettent aujourd'hui en cause leurs premiers choix. Ils abandonnent au jo u rd hui l'o p tio n abris, foyers, institutions et s'en g a gent dans un processus à dom inante socio-éducative. Les raisons de ce changem ent sont nom breuses et diverses. En voici trois : - le nom bre croissant des jeunes dans la rue, que ce soit pour y vivre ou pour y travailler, - la volonté de faire accéder l enfant au partenariat éducatif, - le choix com m unautaire et interactif, autrem ent dit, mettre la com m unauté locale «dans le coup». C 'est donc la fin d'un système de «prise en charge» individuelle et l'introduction d'un partenariat diversifié, résolument situé dans les quartiers où vivent et travaillent ces jeunes. J'ap p ro u v e cette évolution m éthodologique qui me paraît servir non seulem ent les intérêts de l'enfant des rues mais aussi les populations avoisinantes. Elle exige un nouveau type d'éducateur, ce qui im plique des réseaux de form a tion perm anente. Mais j ose espérer que l'on saura éviter le piège de la systém atisation. Les intuitions des prem iers éducateurs ne sont pas toutes à rejeter. Et des institutions sont aujourd'hui indispensables, com m e hier. A condition d'opérer, elles aussi, leur conversion. C h a n g e r le s in stitu tio n s? Nous devons refuser le protectionnism e insistant qui inspire certains projets. Mais il serait injuste de dire que toutes les institutions crées hier à l intention des jeunes de la rue les enferm eraient dans leurs murs et leurs règlem ents. Je connais bien des fondateurs qui ont su introduire et prom ouvoir dans leur maison participation et ouverture. Il reste vrai q u une transform ation profonde des m é thodes s avère indispensable. L institution sym bolise davantage la mise à l écart que l insertion sociale et c est le groupe de jeunes qui occupe le centre du processus : objet d éducation. Pour réussir l'in tégration sociale, il doit exister un rapport perm anent entre ce groupe et la com m unauté locale. On pourrait dire aussi : entre l intérieur et l'extérieur. Créer un clim at affectif, de confiance m utuelle et d 'a m i tié, c est indispensable. Mais à condition de ne pas installer la population de l institution dans une sorte d îlot vital, un nid familial reconstitué. Une institution doit tout faire pour m ettre en valeur l'id e n tité d 'u n enfant, sa personnalité et ses dynam ism es propres, mais elle n'est pas chargée de rem placer la famille. L'enfant qui n 'a plus ses parents ne peut atteindre sa m aturité q u 'en affrontant cette réalité : ils sont irrem plaçables. Affronter avec notre aide, évidem m ent. Le projet éducatif de chaque institution doit être révisé de m a nière à intégrer ces deux pôles : le personnel et le social. Le m ulti-partenariat en est une des principales conditions ainsi que le renversem ent de la perspective tenace qui inform e tous nos projets : il s agit m aintenant de «sortir» de soi, de sa maison, de ses idées, de ses habitudes...et non de chercher à «entrer» et dem eurer caché derrière ses m urs, ses principes et des modes de vie fixés à l avance. C est de cette m anière que l'acte éducatif pourra proposer un sens de l espace qui est plus celui de la seule institution, m ais aussi celui de la rue, de la ville, du monde et de l hum anité. C h a n g e r la rue? Puisque le choix des éducateurs d'aujourd'hui, privilégie la rue, une question se pose : de quelle rue parlons nous? La réponse est évidente : celle que parcourent tous ces jeunes et les autres. Impossible de ne pas se poser la question de l efficacité réelle du travail socio-éducatif, dans les rues telles q u elles sont dans la plupart des grandes villes du monde. J'ai dit plus haut mon accord sur le choix des éducateurs. M ais ce n 'est pas seulem ent parce que les jeunes concernés sont dans la rue. J'estim e que la rue est ou devrait être pour tous, le prem ier des lieux d'initiation à la vie sociale. Si les parents et généralem ent tous les adultes, pensent que ce prem ier lieu est l'école, c'e st sans doute d'abord pour des raisons de sécurité, sans doute en fonction d une conception discutable du développem ent de l'enfant, mais aussi parce que la rue telle q u elle est au jo u rd 'h u i, ne peut plus rem plir ce rôle. Toutes les villes se sont développées en fonction du pouvoir, de la sécurité et de l'é c o nomie. En est-il une qui ait été pensée et voulue com m e un lieu de développem ent social? Des tentatives existent : ce fut le souci de certains artisans des villes nouvelles en France. Mais la plupart des cités, par leurs constructions et leurs artères, révèlent plutôt l'incohérence et l injustice de nos sociétés que le sens des valeurs de la vie sociale que portent pourtant une large m a jorité des habitants. Mais chacun cherche plutôt à garantir sa vie personnelle et celle de sa fam ille, que de créer les conditions d une vie collective harm onieuse et enrichissante. C est sans doute pourquoi la ville reste livrée à tous les trafics possibles et q u elle apparait scindée en trois parties : l espace institutionnel, l espace économ ique et l espace privé : ce dernier étant généralem ent le plus mal servi, sauf dans les quartiers riches. Dans ces conditions, la rue citadine n est plus q u un long couloir pour un trafic à m ajorité économ ique, entre des murs toujours plus élevés derrières lesquels s'ab rite une population craintive aux projets très limités. C est aussi une des conséquences de la priorité que nous avons donnée à l individu sur le groupe, à la fam ille AVENTURE N 71/72 1 3

16 sur la société. 11 ne s agit pas de réduire la valeur fondam entale de la personne ni celle de la famille. Mais une personne hum aine peut-elle exister sans un vis-à-vis autre que les gens de sa famille? Et une famille peut-elle s épanouir sans participer d une m anière ou d une autre à la vie sociale? La m aison devrait toujours être pour tous, enfant et adultes, une base de départ et non d arrivée, à l image du ventre m aternel! L être hum ain ne progresse q u en quittant les lieux fermés. Parents et éducateurs ne doivent pas se résoudre à laisser l espace urbain se pervertir de cette manière. N ous devons réagir vigoureusem ent. Il serait tem ps que tous les architectes du monde osent im poser au m onde une radicale transform ation de la cité. Il s agit de redessiner la ville en appliquant les règles d une juste répartition de l espace de m anière à favoriser une relation dynam ique entre vie personnelle (individuelle et fam iliale) et vie sociale. Ce sont le sens de l espace et celui du temps qui constituent les deux piliers du développem ent de l enfant. L équilibre de la société est à ce prix. Utopique? On est bien capable d abattre des tours, de creuser des kilom ètres de tunnels, de construire des villes nouvelles et de déplacer des millions de tonnes de terre pour bâtir un stade! N ayons pas peur : la ville bouge : tant mieux! Mais que ce soit en fonction de projets cohérents avec l existence réelle des populations. C hanger la rue : oui : des rues pour vivre, pour apprendre, pour jouer, pour chanter : voilà ce q u il faut mettre en chantier et rapidement. Il serait normal que tous ceux qui accom pagnent les enfants et jeunes de la rue, deviennent avec eux, les prom oteurs de cette transformation. Jean Pierre JUNG B.I.C.E enfants d e s rues L ENFANT DE LA RUE E s p a c e e t id e n tité E n A m é r i q u e l a t i n e, la r u e n ' e s t p a s p e r ç u e e t u t i l i s é e c o m m e d a n s l e s p a y s d u n o r d. L 'h i s t o i r e, l e s c u l t u r e s l o c a l e s, l e s m o d e s d e p r o d u c t i o n e t le c l i m a t e x p l i q u e n t c e t t e d i f f é r e n c e. Espace com m unautaire et e sp ace de survie La référence identitaire à la rue est plus évidente chez celui ou celle pour qui elle est un espace de sociabilité ainsi qu un lieu de survie. La rue est un lieu complexe de par les multiples usages qu elle permet et de par les représentations qu elle suscite. On ne peut pas l assimiler simplement à l espace public pour l opposer à l espace domestique compris comme espace privé. Les notions d espace communautaire et d espace de survie sont plus appropriées pour qualifier les rues fréquentées par des enfants dont certains deviendront des enfants de la rue. Ceci est important pour comprendre le rôle de l espace urbain dans la socialisation de l enfant. En ce qui concerne les deux catégories «privée» et «publique», elles sont le produit de la révolution industrielle, de l ém ancipation de l individu par rapport à la communauté traditionnelle et de la formation de la bourgeoisie et des classes moyennes. Elles ne s appliquent donc pas à la réalité sudaméricaine. V io le n ce endém ique et insécurité D autre part, l augmentation du nombre de crim es organisés L urbanisation a aussi son dans les bidonvilles de nombreuses villes sud-américaines a rôle à jouer. Certaines rues sont un lieu de résidence et transformé le rapport qu entre de travail, elles sont un lieu de communication, multifonctionnelles car elles ne se limitent pas à permettre le passage d un endroit à l autre de la ville. Ce caractère multifonctionnel de la rue en fait une composante essentielle de l identité individuelle et de l identité de groupe. tient la population avec la rue. 11 est vrai aussi que les occupations anarchiques du sol et les implantations urbaines imposées par les autorités locales génèrent souvent un espace construit peu propice à la convivialité et à la communication. En outre, la violence endémique et donc l insécurité présente dans de nombreux bidonvilles et périphéries urbaines empêche d utiliser la rue comme espace d interaction et de convivialité. On observe alors un retrait des personnes vers l espace domestique, espace souvent insuffisant pour répondre aux besoins de tous les membres de l unité domestique. Cette situation pousse l enfant à fréquenter les rues du voisinage d abord, et les rues du centre ensuite où la violence est moindre par rapport aux rues des périphéries ou des bidonvilles. On a vu d ailleurs que les «escadrons de la mort» brésiliens opèrent rarement dans les rues du centre et leurs victimes ne sont pas les enfants de la rue, mais des adolescents qui n ont pas quitté leur domicile familial et qui passent leur temps dans les rues de la périphérie ou du bidonville. Rapport d e l enfant avec la rue Pour s approcher de l enfant de la rue, il faut étudier le rapport qu il entretient avec la rue et l usage qu il en fait. En effet, cet espace est incorporé au système identitaire de l enfant («je suis de telle rue», je fréquente telle place, telle station de métro» etc.). En d autre termes, l enfant s apparente pendant un certain temps tout au moins à l espace qui lui permet de survivre, même s il garde un esprit critique envers la rue. Et il n y a pas qu une rue, mais des rues : celles de la périphérie et celles du centre, les parcs et les places, les terrains vagues et les chantiers, les carrefours et les gares d autobus ou de train, les marchés. L enfant est relié à plusieurs espaces, en fonction de ses besoins économiques, ludiques, sociaux et affectifs. Il se déplace selon les occasions qui se présentent, sans planification préalable. Il est très mobile dans l espace. Pour l opinion publique, les enfants de la rue sont associés à des images de violence, de mort, d exploitation, de misère. Quand ils sont jeunes, ils sont perçus comme des victimes et suscitent la compassion. Lorsqu ils sont plus âgés, on les juge dangereux, ce sont des délinquants qui font peur. Dans les deux cas, la rue est la coupable à dénoncer et dont il faut à tout prix éloigner l enfant. C est un lieu de perdition où règne la loi du plus fort, un monde sans pitié où l enfant perd son innocence et ne trouve pas les conditions qui lui assureraient une croissance équilibrée et responsable. L enfant est vu comme un simple produit d un environnement familial défavorable et d une rue sans pitié. Il ne fait que réagir à des environnements hostiles, il n a ni autonomie, ni par conséquent de sens moral. Il n est pas un sujet capable de choisir mais un objet façonné au gré des événements. La sociabilité dans la rue est vue en terme d égoïsme, d opportunisme et d oppression des plus faibles. Par conséquent, la solidarité et la coopération ne semblent pas pouvoir faire partie de ce monde. Et lorsque les programmes d assistance adoptent une telle vision simplifica- AVENTURE N 71/72

17 trice du monde de la rue, les conséquences sur le plan de l'intervention sont évidentes: on veut sauver l enfant en train de faire naufrage dans un monde impitoyable. Le seul moyen envisagé est d éloigner immédiatement et radicalement l enfant de la rue. La rue n est ni toute noire ni toute blanche Cette vision des choses est fausse car la rue n'est ni toute noire, ni toute blanche. Il faut tenir compte de la complexité de la rue en tant qu espace de vie et des histoires individuelles des enfants qui s y trouvent. Même si presque tous les enfants affirment être dans la rue à cause de la violence ou de la misère familiale, seul un nombre très réduit d'enfants qui connaissent des conditions de vie familiales précaires deviennent des enfants de la rue. En fait, l enfant et la rue forment un système à plusieurs dimensions dont la complexité interdit la banalisation ou la dramatisation. Ces dimensions sont les suivantes: (1) l espace, (2) le temps, (3) la dialectique entre la socialisation domestique et la socialisation dans la rue, (4) les formes de sociabilité, (5) les activités, (6) l identité, (7) les motivations et (8) le sexe («gender»). Cela signifie qu il n'y a pas un enfant de la rue, mais des enfants de la rue, population caractérisée par un degré important d'hétérogénéité psychosociale. Les enfants sont différents en termes de: âge et sexe, identité et image de soi, autonomie ou hétéronomie, compétences de survie dans la rue, alternance entre la rue et la non-rue (famille, institution, école, travail, organisation criminelle), temps passé dans la rue, statut social dans le groupe ou le réseau. Aux yeux de la plupart des enfants, la rue n'est ni bonne, ni mauvaise, elle est ambivalente. Et pour la plupart d entre eux, être dans la rue correspond à une situation transitoire même si pour certains, cela peut durer des années. Je fais bien sûr abstraction des enfants complètement abandonnés pour qui la rue est le seul endroit possible de vie. En Amérique latine, les enfants totalement abandonnés ne constituent qu'une toute petite partie des enfants qui vivent dans la rue. Il est aussi vrai que l'enfant est parfois exposé à une grande violence (violence policière, violence des aînés sur les plus jeunes, violence sur les tilles, violence initiatique sur le néophyte, violence symbolique de la part des adultes) et que les inhalants sont utilisés par la grande majorité des enfants. Mais cette violence, qu'il faut combattre, n est pas la seule dimension du quotidien de l'en fant de la rue. Alternance des contraires Cela dit, le lien social dans la rue est généralement précaire car ce qui prédomine, c'est ce que nous proposons d'appeler «l alternance des contraires». Elle concerne des situations, des lieux, des sentiments, des stratégies de survie. Le rythme de l'alternance est réglé par le contexte et l'événement dans lequel l'enfant se trouve impliqué. La succession des contraires est rapide et souvent imprévisible car l enfant passe facilement d'un état à l'autre. L'alternance concerne des paires telles que: exploitation ou coopération, indifférence ou participation, simulation ou sincérité, égoïsme ou générosité, urgence ou attente, ennui ou intérêt, désespoir ou espoir, passivité ou activité, soumission ou indépendance, abondance ou rareté, rue ou maison, rue ou institution. Dans la rue tout est possible : le meilleur comme le pire. C'est cette incertitude qui pèse de tout son poids sur les attitudes et les comportements de l enfant. Elle conditionne sa manière d être au monde. enfants d e s rues R. Lucchini R. Lucchini, professeur à l'université de Fribourg (Suisse) auteur de: «Enfant de la rue. Identité, sociabilité, drogue», Droz, Genève/Paris 1993 et de «Sociologie de la survie. L enfant dans la rue», PUF, Paris PEROU Lim a : In itia tio n à la ru e Les c h i c o s d e la c a lle s o n t a i s é m e n t r e c o n n a i s s a b l e s p a r le u rs v ê t e m e n t s c r a s s e u x, a b î m é s e t t r o p g r a n d s, le u rs c h e v e u x e n b a ta ille s a le s c o m m e le r e s te d e le u r c o r p s, le v is a g e s o u v e n t m a r q u é p a r d e s c i c a tr ic e s e t la d r o g u e. L enfant de la rue ne se sent réellem ent de la calle que lorsqu' il adopte le même uniform e que ses causas (amis). Le pantalon doit tom ber sur les pieds et ne doit pas être ajusté. Le T-shirt lui aussi est porté am ple, sur le pantalon. S 'il se chausse, il choisit des chaussures de sport auxquelles il enlève généralem ent les lacets. M ais les jeunes aiment aussi m archer pieds nus. Pour jou er au football, ils m ettent seulem ent une chaussure au pied droit pour shooter dans le ballon. L âge du chico modifie son attitude face à l'habillem ent. A l adolescence, les jeunes com mencent à s intéresser à la mode et ne se procurent plus n im porte quel vêtem ent com m e les plus petits. Un chico de la place San Martin me fait rem arquer que le Teeshirt porté par un jeune homme traversant à ce m o ment la place lui plait car il est à la mode. A l instant même il se lève et revient quelques instants plus tard avec le T-shirt désiré sur lui! Les jeunes n ayant pas de lieu pour garder ou laver leurs affaires, jettent leurs vêtements quand ils sont déchirés ou trop sales et en dérobent d autres q u ils salissent aussitôt car la saleté et la pollution de Lima sont impitoyables. De plus paraître trop propre dénote face aux autres. Langage et comportement du chico Entre les chicos, la jerga (argot) est utilisée afin qu ils se reconnaissent entre eux et puissent parler sans être com pris par la police. Ainsi ils sentent q u ils form ent un groupe à part. Si l apparence physique influe sur les com portem ents des chicos, le langage est un élém ent clé d appartenance au groupe. Il fait partie de la sous-culture de la rue. L argot des chicos est em prunté à celui des adultes délinquants (cf texte Careta). Par exemple, le mot le plus em ployé et essentiel pour com prendre le type d activités intéressant les jeunes est: LA- BURAR ou EL LABURO. Ce mot issu du verbe lahorar (travailler) désigne une action particulière que la société appelle»le vol» m ais qui est considérée com m e un véritable travail par les chicos. Ce mot revient constam m ent dans leurs propos car le laburo est leur m oyen de subsistance dans la rue. N éanm oins les Jean-Michel Rodrigo /CFSI AVENTURE N 71/72 1 5

18 enfants d e s rues jeunes ne volent pas seulement par nécessité. Quand ils se retrouvent dans un centre d accueil et donc sont assumés m a tériellem ent, ils vont passer chaque jour quelques heures à «laburar» pour jouer et également par habitude et besoin identitaire. La drogue La drogue et plus particulièrement la colle (terokal) est un moment rituel important dans la vie du chico. Il se sent pleinem ent dans le groupe quand il peut fum er avec les autres le terokal. Les jeunes se regroupent, généralem ent le soir, et partagent de la colle achetée avenue Abancay ou encore à des vendeurs am bulants. L 'inhalation du terokal se fait par l expiration de l'air dans un sachet plastique plaqué autour de la bouche. Le réchauffem ent de la colle provoque l ém anation du gaz que le chico inspire ensuite. Ils inhalent la colle jusqu à avoir des vertiges et voir l'environnement se transform er et devenir m agique. Q uand le jeune com m ence à rire aux éclats et dire des choses incohérentes, il devient «fou» c'est à dire drogué. Le terokal provoque différents états euphoriques qui tranportent les jeunes dans un autre monde. Ils rêvent qu'ils sont dans un lieu très beau, magique. «Quand tu fumes, le brouillard te paraît différent, irréel, tu n'as plus froid» L enfant a la sensation d échapper au réel pour mieux le dominer. L'épais brouillard liménien, en hiver, enveloppe constam ment la ville, humidifiant la rue et glaçant les habitants de la ville. Les enfants redoutent cette hum idité, particulièrement le soir, car elle transperce les vêtements et les couvertures et l enfant ne peut se réchauffer. L enfant drogué se différencie des autres par son irritabilité ém otionnelle, sa perte de m é moire et de raisonnement et sa très petite taille. S il est capable de tout cela, il devient un vrai chico de la calle et donc un hom m e. L exem ple de Juan illustre la volonté d être un homme. A 8 ans, Juan est pleinem ent intégré dans la bande. Il sert d'»avioneta» (passeur de drogue) au sein du groupe. Un adulte, ami des jeunes, lui demande son nom, il répond: - Juan - Juanito (ajoute l ami) - non, Juan-l'hom m e (rectifie le chico, d un air fier) Juan ne peut adm ettre le dim i nutif affectueux pourtant si courant au Pérou. A 8 ans, Juan ne se sent plus un enfant et ne veut plus d'un diminutif. Sa vie dans la rue est celle d un «homme» c est à dire violente, dure, sans sen timents. De plus com m ent garder la face devant les autres si l adulte l appelle par un dim i nutif qui le différencie des autres. Juan sait qu'il est l'un des plus jeunes, cependant il refuse d'être considéré comme un petit car les peurs et les difficultés surm ontées chaque jour pour être digne de la pandilla l'o n t am ené à égalité avec les autres. La rue est source de nom breux avantages pour le chico. Quand l enfant goûte aux joies de la rue il peut difficilem ent s en détacher. Il sent com m e un appel, une attirance plus forts que lui. Ses repères ne sont plus familiaux mais de la rue. La rue lui offre la liberté, valeur prim ordiale que le jeune recherche à tout prix. Il m ange quand il veut, joue quand il en a envie et n est pas obligé com m e c était le cas avant de quitter son dom i cile: de laver le linge, faire le ménage, obéir à ses parents ou encore aller à l'école. La liberté est de faire ce que l'on veut quand on veut, où l'on veut parce que l'o n veut. Pourtant le prix à payer est cher. L enfant peut endurer le froid, la faim et la violence, l appel de la rue est plus fort Quand l enfant rentre dans le groupe, rapidement les autres lui trouvent un surnom en lien avec un défaut ou un signe physique ou un trait de caractère. Par exem ple, un des leaders est appellé Rambo (13 ans) car il se donne des airs violents et gonfle le torse pour se rendre redoutable com me le héros am éricain du m ême nom. David (13 ans) est surnommé sapin (sapo) c est à dire crapaud car il a de grosses joues. Les jeunes, dès qu'ils passent près de lui, lui pincent les joues en l appelant «jsapfnl». David semble avoir accepté ce sobriquet et ne se défend pas quand les plus grands se m oquent de lui. Johnny est surnom m é «jumbo» com m e l éléphant volant de Walt Disney, à cause de ses oreilles décollées. Viennent ensuite d autres surnoms ayant rapport avec l'origine du jeune: «El chino» ou «arequipeno», ou encore en lien avec un événem ent com me «virus» surnommé ainsi car le jour de son arrivée, il avait la grippe et a contaminé tout le monde. L ENFANT DES RUES EST-IL que tout cela. Pour lui, l'e s sentiel est de disposer de son temps. La rue lui procure tout ce dont il a besoin : manger, dormir, se vêtir, jouer. Elle rem place la cellule familiale. Il se sent chez lui. En revanche cette rue le préserve de l'autorité des adultes. Personne ne viendra le réprim ander s'il se com porte mal. Il peut enfin se défouler com m e il l'entend. La rue réserve des surprises car rien n est jam ais pareil. L enfant se crée un lieu qui ressem ble à ce qu'il voit dans les feuilletons télévisés jap o nais qu'il aime, où violence, fantaisie et irréalité sont mêlés. Les jeunes connaissent tous les recoins de la ville avec leurs dangers et leurs avantages. Les chicos sont généralement originaires des pue- De plus les jeunes changent d'identité afin de ne pas donner leur véritable identité à la police. Ils choisissent un prénom qu'ils aiment. Je dem ande son nom à David-sapin et Ruso, le chef de bande surnommé ainsi car il a la peau blanche, répond à sa place «David» ; le jeune réplique : «Non, José», alors Ruso se fâche et répond «Mais dis-lui ton vrai nom, quoi! «. Ils donnent en prem ier leur faux nom par sécurité et parce que c est leur nom préféré. L intervention du leader oblige donc David à dire son vrai nom. Suivant l exemple de David, les autres jeunes qui prennent part à la conversation me disent également leur véritable identité. Ce surnom correspond à un «nom de guerre» qui sera abandonné quand il sortiront de la rue. LIBRE? Nathalie Lacoste blos jovenes de la banlieue de Lim a mais certains viennent aussi de province. L'enfant de la rue ne peut être assimilé, com m e l écrit Riccardo L ucchini1, aux jeunes des banlieues des villes occidentales qui vivent en bande dans des grands ensem bles : «leur quotidien est caractérisé par la désorganisation, l exclusion et la rage.(...) L ennui et l'absence d'activités marquent le quotidien de la galère» Les enfants de la rue de Lima ne vivent pas dans un espace réduit. Ils déam bulent dans toute la ville à leur guise et s ouvrent ainsi à ce qui se vit dans la rue. Les jeunes ne s ennuient pas et savent inventer des activités pour com bler leurs journées. 1 R. LUCCINl, L enfant de la rue. Genève: droz, AVENTURE N 71/72

19 enfants d e s rues L ENFANT, LA RUE, LA BANDE L e pas dans la rue : Je suis né à Huancayo. Je n'ai pas connu m a mère. Elle est m orte quand j avais 6 mois. M es frères me frap paient fort. Sans raison. Quelques fois oui, quelques fois non. A 8 ans j ai décidé de partir à Lima et j ai pris un bus. Je suis arrivé à Lim a à 6 heures du soir. J'ai marché et je suis arrivé à la place San Martin. Là, il y avait un groupe de chicos qui fumait du terokal. Ils se sont approché et ont dem andé mon nom. Je le leur ai dit et je leur ai dem andé où ils dormaient. Ils me dirent: dans la rue. J'ai dormi dans un recoin du jiron de la union. Pour manger, ils volaient. Moi je ne volais pas encore. Je dem andais de la nourriture aux gens mais les gens criaient après moi, me frappaient, me m altraitaient, c est ainsi que j'a i com m encé aussi à voler et à fumer de la colle. M artial parle peu de son enfance com me tous les autres chicos. Le jour où il a décidé de changer de vie, une page a été tournée et pourtant les quelques mots sur cette période révèlent le sentim ent de rejet, d'incom préhension et donc de manque affectif que ressent encore le jeune. Puis vient la décision de fuir et im médiatem ent l'action. L'idée de partir vers la capitale paraît surprenante venant d'un enfant de 8 ans, originaire des Andes. Il a certainement entendu les adultes par récit de M artial (15 ler de migration ou connu un ans), révèle les raisons proche ayant quitté la cam de son départ et ses premiers pagne pour s installer à Lima. Terrorisme et exode rural L'exode rural m assif survenu à la suite de l'arrivée du terrorisme vers 1982 dans cette zone et de la sécheresse, a dépeuplé les A ndes. M artial pense donc lui aussi qu'une vie m eilleure l attend à la capitale. Il passe im m édiatem ent de la décision à l action. Cette attitude est com m une à tous les jeunes de la rue. Ils ne laissent pas de temps de réflexion entre l instant où jaillit une idée ou une envie et l'application : envie de manger, de partir d un centre, de voler... Avant de connaître la rue, Martial agit déjà com m e un chico dans sa déterm ination. Il n évoque pas ses sensations et sentim ents car une des lois de la rue est de se m ontrer insensible et fort com m e de «vrais hommes». Rencontre avec les chicos Martial vient de la province et ignore totalem ent la vie dans la capitale. L'heure d'arrivée dans le nouveau «m onde» à 6 heures du soir, mom ent le plus animé de la journée, laisse supposer le choc de découvrir la ville grouillante avant la tom bée de la nuit. Ces premiers temps dans la rue sont réservés à l'observation. L'autre étape marquante est sa rencontre avec les chicos, place San M artin : le prem ier pas est fait par le groupe qui s'avance vers lui et dem ande son nom. Martial n a donc pas subi, lors de son prem ier contact avec la bande, les m o queries souvent provoquées par l arrivée d 'u n nouveau, apeuré et perdu. Les jeunes rencontrés par M artial fument de la colle (terokal). Ce détail sous-entend des com portements différents de l'o rd in aire. Le regroupem ent des jeunes pour fum er de la colle peut provoquer divers com portem ents. Dans le cas de M artial, les chicos semblent l'inviter à entrer dans le cercle en lui dem andant son nom, prem ière étape d acceptation de sa présence dans le groupe, alors que Martial ne fume pas encore de terokal et est donc différent des autres. La principale préoccupation de M artial à la nuit tom bée est de savoir où il va dormir. Il semble ignorer que les jeunes dorm ent dans la rue puisqu'il pose la question au groupe. Le Jiron de la Union où il dort pour la prem ière fois est l'unique grand axe piétonnier com m erçant du vieux Lima. Il relie la place d'arm es à la place San M artin. C 'est aussi une rue appréciée des chicos puisque les passants sont nom breux et ont les poches rem plies d'argent car ils viennent faire leurs achats dans ce lieu. Les jeunes se retrouvent en fin de journée place San M artin pour s am user ou fum er du terokal puis vont chercher un lieu plus tranquille à proxim ité, com m e le jiron union, pour s'enrouler dans une couverture, les uns contre les autres et dormir. M artial se distingue d'abord du groupe en parlant d'eux à la troisièm e personne du pluriel : «rohaban, yo todavia no robaba». L 'entrée dans la bande se fait petit à petit. Le vol constitue une étape difficile à franchir pour l enfant nouveau dans la rue. L éducation reçue par sa famille lui a appris à ne pas voler, c est pourquoi, le nouvel arrivant a encore le cadre de référence familial à l'esprit et malgré le désir d'oublier totalem ent son passé, les réflexes de bonne conduite rejaillissent à ses débuts dans la rue. Les m auvais traitem ents et la haine reçus des adultes de la ville finissent par produire le m êm e rejet qui avait provoqué son départ dans la rue en réponse à l'in com préhension fam iliale. Le chico réagit toujours en fonction des sentim ents. Si les adultes le rejettent et sont violents envers lui, il répond de la même m anière. Ses actions sont stim ulées par l'im age de lui-m êm e q u il reçoit des autres. M artial refuse de voler, espérant survivre par la m endicité. La réaction négative des adultes engendre un désir de s allier davantage à la bande, seul groupe accueillant, et de répondre à l'hostilité des adultes en volant com m e les autres. Il com mence aussi à fum er du terokal, rite d'appartenance totale à la bande et à ses lois. Perte des valeurs progressive Ainsi, peu à peu, l'enfant perd un ensem ble de valeurs et conduites apprises au sein du groupe fam ilial, incom patibles avec la vie dans la rue. Il ne peut rester seul dans la rue, c est pourquoi la bande tient un rôle fondam ental pour sa survie. Progressivem ent il va assim iler la culture de la rue avec ses m odèles norm a tifs et un code linguistique propre. N éanm oins cette culture n 'est pas créée véritablement par les jeunes. Il s agit d'une assim ilation de la culture des adultes vivant dans la rue, tels que les délinquants, vendeurs de drogue, m archands am bulants, p ro stituées..., adaptée à la réalité du chico. La vie en groupe est provoquée par les différents risques de la journée (contacts avec la police, vols...) qui créent des liens entre les jeunes. Le vol constitue donc une activité qui différencie l enfant travailleur de l'enfant de la rue, qui assimile cette activité avec sa légitim ité dans le groupe. Il en AVENTURE N 71/72 1 7

20 enfants d e s rues va de même pour le terokal, rituel de groupe qui est un critère d appartenance à la pandilla. L inhalation de colle est égalem ent liée au vol puisqu'elle donne du courage et de l audace pour voler. LA RUE, LE TERRITOIRE C o n c e v o i r l ' e s p a c e p u b l i c - la r u e - u n i q u e m e n t c o m m e lie u d e d é s o r d r e, c e s t é v a c u e r s a v a l e u r d e l i e u d e s o c i a l i s a t i o n e n t a n t q u e lie u d e v i e e t d é c h a n g e. Le s d iffic u lté s m a té rie lle s, s o c ia le s e t a ffe ctiv e s m arq u e n t le s ra p p o rts s o c ia u x d e s c h ic o s. Pour entrer dans la bande, le nouveau est soum is à un traitement difficile de la part des autres qui vont éprouver son courage, sa patience et sa volonté en le provoquant afin qu'il montre qu il sait se battre, en l'obligeant à se dém unir de ses affaires (vêtem ents), en se m oquant de ses attitudes de nouveau, de sa propreté, de ses peurs : «Pauvre petit! tu veux voir ta maman?» Si le nouvel arrivant maintient son désir de rentrer dans la bande il doit apprendre à voler pour lui-m êm e et pour la bande. Le jour où il réussit "un bon coup, les autres vont voir q u 'il est capable et ainsi il m ontera dans leur estime. Une étape sera franchie. Le novice doit savoir se défendre s il est attaqué ou si les autres essaient de lui voler son argent par exem ple. Il apprend rapidem ent à se battre pour m ontrer q u il est un «homme». S il ne se bat pas et n essaie pas de se défendre, il se fait dévorer par la bande et finit par être exclu d un grand nombre d activités et donc isolé du groupe. L enfant doit avoir l esprit vif et rusé. Les dangers sont nom breux et les chicos ne doivent pas tom ber dans les pièges tendus par certains adultes qui dérobent leur argent ou abusent sexuellem ent des jeunes. Le nouveau doit apprendre à se m éfier des adultes. Face au groupe, le jeune ne doit pas avoir peur, ou, du moins ne doit pas la montrer. Dans la bande, il faut se com porter com m e un homme. Nathalie Lacoste A Lima, la rue joue un plus du centre de la capitale. rôle im portant au niveau social. Tout se passe dans tés, les jeunes changent de Suivant les âges et les activi la rue. Le chico de la calle ne lieux. Durant la journée, les se trouve donc pas seul mais plus jeunes vont vers les avenues Tacna et W ilson en grou form ant partie d'un ensem ble de secteurs tém oins de la vie pe car le vol est plus facile marginale de la rue en parallèle à la «société officielle». La mées. En revanche les plus dans ces larges avenues ani rue est le seul territoire inves- grands (14 ans et plus) restent tissable par les jeunes pour assurer leur survie. Là ils trou San Martin et ne vont pas en dans les alentours de la place vent les différents groupes sociaux qui peuplent cet espace bandes. et avec qui ils collaborent. P e tits b o u lo ts L enfant est donc intégré à la rue. Les chicos partagent l espace Sous le terme générique de «la public constituant leur territoire avec les autres usagers de la rue» sont sous-entendus différents espaces urbains form ant ville. Certains des jeunes font partie de la zone où travaillent, jouent et dorm ent les ment leur présence dans la rue de petits travaux qui légiti enfants. Il peut donc s agir de : cireurs de chaussures, vendeurs de bonbons dans les bus, places, coins de rues, parcs ou avenues. laveurs de pare-brise... C ependant les activités sont souvent Leur territoire n est pas nettement délim ité et varie selon de courte durée car la pression les saisons et la présence de la de la pandilla* est forte et la police. En juin, leur territoire facilité du vol ne favorise pas est en mutation car l humidité le désir de travailler. de l'hiver oblige les jeunes à Q uand il s agit de se divertir, chercher des lieux abrités pour les lieux favoris sont les pimse protéger. Cependant la présence m assive de la police est niques) et les chichodromos bols (salles de jeux électro la cause majeure de l instabilité du territoire qui oblige les concerts chicha) com m e la (lieux où se déroulent les enfants à s éloigner de plus en carpa Grau. Les parcs (surtout en été où ils peuvent jouer dans les fontaines) et la plage (en été également). Ces lieux sont très animés et populaires. Pour dormir, en revanche, ils choisissent un lieu tranquille où la police ne viendra pas les déranger : lieux abandonnés, parc de la Reserva, rives du Rimac, marché de la Parada... Tous ces lieux sont relativem ent éloignés les uns des autres, c est pourquoi il est difficile de parler de véritable territoire puisqu ils sont occupés quelques heures par jours et varient selon les hum eurs et circonstances. Les enfants parcourent de nombreux kilomètres de rues chaque jour. Il existe quelques lim ites spatiales définies par les différentes bandes suivant le lieu où ils dorment: <<^yo soy de la plaza Grau, el es de la Parada». Le jeune s identifie à la zone où est son groupe. Les jeunes de Grau ne s aventurent pas de nuit au marché de la Parada, pourtant peu éloigné, car ils disent que les autres»leur feront la peau». En effet les chicos de la Parada ont une réputation de tueurs. D es affrontem ents peuvent survenir entre les groupes. Un après-m idi nous partons nous Jean-Michel Rodrigo / CFSI 1 8 AVENTURE N 71/72

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