QUEL COMPOST POUR QUEL SYSTEME CULTURAL? Blaise LECLERC & Stéphane GUILLOUAIS

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1 QUEL COMPOST POUR QUEL SYSTEME CULTURAL? Blaise LECLERC & Stéphane GUILLOUAIS

2 Plan de la conférence Introduction 1. Les matières organiques utilisables en AB 2. Comment réussir un chantier de compostage? 3. Quels composts pour quelles cultures? Cas des prairies Cas des grandes cultures Cas du maraîchage Conclusion

3 1. Les matières organiques utilisables en agriculture biologique

4 Règlement RCE n : Article 3 : Gestion et fertilisation des sols 1. Lorsque les mesures prévues à l article 12, paragraphe 1, points a), b) et c) du règlement (CE) n 834/2007 ne permettent pas de couvrir les besoins nutritionnels des végétaux, seuls les engrais et amendements du sol énumérés à l annexe 1 du présent règlement peuvent être utilisés dans la production biologique, et uniquement suivant les besoins. Les opérateurs conservent des documents justificatifs attestant la nécessité de recourir à ces produits.

5 Article 12, paragraphe 1, points a), b) et c) du règlement (CE) n 834/2007 a) La production végétale biologique a recours à des pratiques de travail du sol et des pratiques culturales qui préservent ou accroissent la matière organique du sol, améliorent la stabilité du sol et sa biodiversité, et empêchent son tassement et son érosion ; b) La fertilité et l activité biologique du sol sont préservées et augmentées par la rotation pluriannuelle des cultures, comprenant les légumineuses et d autres cultures d engrais verts et par l épandage d effluents d élevage ou de matières organiques, de préférence compostés, provenant de production biologique ; c) L utilisation de préparations biodynamiques est autorisée.

6 L entretien des sols en MO Teneurs en carbone organique des sols f r a n ç a i s C a r b o n e o r g a n i q u e : C o m p a r a i s o n e n t r e p é r i o d e s [ > 1999] et [ > ] v e r s i o n d u 2 8 / 1 2 / , I N R A d i m i n u t i o n stabilité a u g m e n t a t i o n

7 Annexe 1 du règlement RCE n (extraits) D é n o m i n a t i o n D e s c r i p t i o n, e x i g e n c e s e n m a t i è r e d e c o m p o s i t i o n, c o n d i t i o n s d e m p l o i P r o d u i t s c o m p o s é s o u p r o d u i t s c o n t e n a n t u n i q u e m e n t l e s matières reprises dans la liste c i - d e s s o u s : F u m i e r F u m i e r s é c h é e t f i e n t e d e v o l a i l l e d é s h y d r a t é e C o m p o s t s d e x c r é m e n t s d a n i m a u x s o l i d e s, y c o m p r i s les fientes de volaille et les f u m i e r s c o m p o s t é s P r o d u i t c o n s t i t u é p a r l e m é l a n g e d e x c r é m e n t s d a n i m a u x e t d e matière végétale (litière) P r o v e n a n c e d é l e v a g e s i n d u s t r i e l s interdite P r o v e n a n c e d é l e v a g e s i n d u s t r i e l s interdite P r o v e n a n c e d é l e v a g e s i n d u s t r i e l s interdite E x c r é m e n t s d a n i m a u x l i q u i d e s U t i l i s a t i o n a p r è s f e r m e n t a t i o n c o n t r ô l é e e t / o u d i l u t i o n a p p r o p r i é e P r o v e n a n c e d é l e v a g e s i n d u s t r i e l s interdite

8 D é n o m i n a t i o n D e s c r i p t i o n, e x i g e n c e s e n m a t i è r e d e c o m p o s i t i o n, c o n d i t i o n s d e m p l o i D é c h e t s m é n a g e r s c o m p o s t é s o u f e r m e n t é s M é l a n g e c o m p o s t é o u f e r m e n t é d e m a t i è r e s v é g é t a l e s P r o d u i t o b t e n u à p a r t i r d e d é c h e t s m é n a g e r s t r i é s à l a s o u r c e, s o u m i s à u n c o m p o s t a g e o u u n e f e r m e n t a t i o n a n a é r o b i e e n v u e d e l a p r o d u c t i o n d e b i o g a z U n i q u e m e n t d é c h e t s m é n a g e r s v é g é t a u x e t a n i m a u x D o i t ê t r e p r o d u i t d a n s u n s y s t è m e d e c o l l e c t e f e r m é e t c o n t r ô l é, a c c e p t é p a r l E t a t m e m b r e T e n e u r s m a x i m a l e s e n m g / k g d e m a t i è r e s è c h e : cadmium : 0,7 ; cuivre : 70 ; nickel : 25 ; plomb : 45 ; zinc : 200 ; mercure : 0,4 ; chrome (total) : 70 ; chrome (VI) : 0 P r o d u i t o b t e n u à p a r t i r d e m é l a n g e s d e m a t i è r e s v é g é t a l e s, s o u m i s à u n c o m p o s t a g e o u u n e f e r m e n t a t i o n a n a é r o b i e e n v u e d e l a p r o d u c t i o n d e b i o g a z

9 2. Comment réussir un chantier de compostage?

10 Règles pratiques pour un compostage à la ferme réussi Une humidité suffisante : 50 à 60 % d'eau Méthode de la poignée pour vérifier Un rapport C/N optimisé : 15 à 35 Fumier de bovins ou d'équins : pas de problèmes Fumiers de volailles ou porcins : nécessité d'un apport complémentaire (30 à 60%) de matières végétales (paille, végétaux broyés)

11 Règles pratiques pour un compostage à la ferme réussi Une bonne aération du tas : des retournements assez fréquents : au minimum 2 (toutes les 2 à 3 semaines) sur les 2 premiers mois un agent structurant grossier : paille (céréales, plantes arômatiques) ou déchets végétaux broyés Une durée suffisante = 3 à 12 mois dépend des moyens disponibles (matériels et financiers) et des objectifs souhaités (compost jeune ou mûr)

12 Photographies d'un retourneur d'andain Longueur = 2,5 à 4 m Débit = 250 à 600 T/h

13 Photographie d'un épandeur composteur Débit = 30 à 50 T/h

14 Photographie d'un godet malaxeur Longueur = 1,9 à 2,5 m Volume = 1,1 à 2,1 m 3 Débit = 20 à 50 T/h

15 3. Quels composts pour quelles cultures?

16 Essai de fertilisations avec compost sur prairies Objectif : comparer l'efficacité fertilisante sur prairies de plusieurs fertilisants organiques sur 3 ans. Conditions de culture : Lieu : 8 sites des départements du Massif Central Sol : variable Composts testés : bovins Pilotage : 11 chambres d'agriculture du Groupe Compost du Massif Central

17 Essai de fertilisations avec compost sur prairies Résultats : Les besoins en phosphore et potassium sont couverts par les composts Il y a un manque dans la nutrition azotée avec le compost, ce qui a pour conséquence des pertes de rendement

18 Besoins en phosphore et potassium des prairies avec une fertilisation avec du compost (10 à 15 T/ha) tous les 2 ans Fumier (30 T/ha) ou lisier bovin (40 m3/ha) tous les 2 ans C o m p o s t b o v i n t o u s l e s 2 a n s (10 à 15 T/ha) P h o s p h o r e P o t a s s i u m P h o s p h o r e P o t a s s i u m P â t u r a g e G é n i s s e e t v a c h e s t a r i e s P â t u r a g e V a c h e s : - extensif ou allaitant (> 35 ares/vl) p â t u r a g e + c o m p l é m e n t ( 2 0 à 3 0 a r e s / V L ) i n t e n s i f s a n s c o m p l é m e n t ( < 3 5 a r e s / V L ) F o i n t r a d i t i o n n e l o u e n r u b a n n a g e t a r d i f F o i n p r é c o c e o u d é p r i m é E n s i l a g e o u e n r u b a n n a g e + r e g a i n E n s i l a g e o u e n r u b a n n a g e + p â t u r e

19 Essai de fertilisations avec compost sur prairies Conclusion : Le compost permet d'économiser les fertilisations complémentaires en phosphore et potassium Il n'y a pas de problèmes d'appétence La diversité florale est conservée Il y a besoin, selon les objectifs de production de la prairie, de compléter par une fertilisation minérale ou organique rapidement minéralisable à la sortie de l'hiver

20 Essai de fertilisations avec compost sur blé Objectif : comparer l'efficacité fertilisante sur blé tendre de différents composts sur 5 ans. Conditions de culture : Lieu : département de la Drôme (altitude : 800 m) Sol : argilo-calcaire Variété : isengrain Composts testés : ovins et volailles Pilotage : Chambre d'agriculture de la Drôme

21 Essai de fertilisations avec compost sur blé Résultats : la minéralisation du sol augmente après 3 ans d'apports réguliers de compost la minéralisation azotée reste insuffisante au moment de la montaison et ne permet pas la croissance d'un nombre de talles suffisants (rendements faibles et inférieurs aux objectifs) la minéralisation a lieu plutôt en fin de cycle ce qui favorise le taux de protéines (11,5 à 11,7 en 4ème année contre 11,1 avec une fertilisation minérale)

22 1 6 0 Essai de fertilisation avec compost sur blé : évolution des rendements % é v o lu tio n p a r ra p p o rt a u té m o in s a n s fe rtilis a tio A n n é e 1 A n n é e 2 A n n é e 3 A n n é e 4 C o m p o s t O v i n C o m p o s t F i e n t e s F i e n t e s p u r e s A m m o n i t r a t e

23 Essai de fertilisation avec compost sur blé Conclusion : Le compost intervient dans la fertilisation à partir de la 3 ème année Il y a nécessité d'un complément minéral ou organique rapidement minéralisable en sortie d'hiver pour des reprises de végétation précoces

24 Essai de fertilisations avec engrais verts ou compost sur maïs Objectif : évaluer l'efficacité fertilisante d'engrais verts par rapport à une fertilisation organique sur maïs sur 5 ans. Conditions de culture : Lieu : département de la Drôme (altitude : 800 m) Sol : argilo-calcaire Engrais verts testés : luzerne, mélilot, vesce, trèfle, féverole, pois, phacélie Compost testé : volailles Pilotage : Chambre d'agriculture de la Drôme

25 Essai de fertilisations avec engrais verts ou compost sur maïs Résultats : Un apport régulier de compost permet avec un complément d'engrais vert d'apporter une fertilisation satisfaisante sur maïs Les engrais verts semés sous couvert permettent d'obtenir les meilleurs résultats techniques et économiques Les engrais verts semés en fin d'été donnent des résultats moins intéressants

26 1 4 0 Rendements sur maïs en 4 ème année (Qx/ha) L u z e r n e ( 2 5 k g / h a ) Mélilot (20 k g / h a ) V e s c e c o m m u n e ( k g / h a ) F é v e r o l e ( k g / h a ) Pois (150 k g / h a ) Trèfle de Perse (15 kg/ha) P h a c é l i e ( 1 5 k g / h a ) C o m p o s t ( 1 5 T / h a ) + V e s c e (50 kg/ha) T é m o i n ( s a n s fertilisant)

27 Marge nette supplémentaire sur maïs en 4 ème année ( /ha) L u z e r n e ( 2 5 k g / h a ) Mélilot (20 kg/ha) Ve s c e c o m m u n e ( k g / h a ) F é v e r o l e ( k g / h a ) Pois (150 kg/ha) Trèfle de Perse (15 kg/ha) P h a c é l i e ( 1 5 k g / h a ) C o m p o s t ( 1 5 T/ha) + Vesce (50 k g / h a )

28 Conclusion générale pour les fertilisations avec compost sur prairies et grandes cultures C'est après plusieurs années et des apports réguliers que le compost participe à la fertilisation des cultures Cette pratique permet pour la plupart des cultures de répondre aux besoins en phosphore et en potassium Pour la fertilisation azotée, il y aura toujours besoin d'un complément minéral, soit par apport direct, soit par la mise en place d'un engrais vert

29 Cas du maraîchage Les systèmes maraîchers sont souvent intensifs avec de nombreuses interventions tout le long de l'année : - travail du sol - préparation des lits de semences - binages - buttages - désherbages - traitements - récoltes Besoin important en matières organiques pour entretenir les propriétés du sol

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31 Dispositif expérimental Sol sablo-argileux, caillouteux, sujet à la battance et à l'hydromorphie hivernale, MO initiale : 2,1 %, ph initial : 6,6 5 amendements : - fumier de bovin - fumier déshydraté - compost de déchets verts - compost d'écorces enrichi (lisier, fumier de volaille) - compost de tourteaux de café enrichi (f. de mouton) 30 t /ha de fumier de bovin par an

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39 Conclusion Veiller à la qualité des composts utilisés et/ou des matières premières mises à composter Pour chaque type de compost penser à son action fertilisante (apport en N, P, K...) mais aussi à son action sur les propriétés des sols (CEC, rétention en eau, stabilité structurale, etc.) Adapter les apports de composts (qualité, quantité, fréquence) en fonction des sols et des systèmes de cultures

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